Obras nas Piscinas Descobertas podem comprometer final da época balnear

Com a época balnear à porta, as Piscinas Municipais Descobertas (com abertura prevista para 23 de junho) poderão ter de encerrar mais cedo, devido às obras que terão de ser feitas até 31 de dezembro deste ano. A possibilidade está em cima da mesa, contudo a presidente da CMA, Célia Marques, prefere não dar confirmação, até porque “estamos a falar com as entidades oficiais, por quem é responsável pela cedência da verba para o Município, de modo a perceber se há viabilidade para não executar a obra neste período”.

A presidente adiantou que, a questão fulcral em todo este tema, sobre o qual considera que tem “havido imenso ruído, displicente e desadequado” é que há um compromisso por parte do Orçamento de Estado em fazer a obra até ao final do ano de 2019. “Inclusivamente referi isso em reunião de Assembleia, as obras em piscinas são feitas no período de verão. Não podemos fazer escavações, tubagens quando está a chover.” Apesar de estarmos a 7 meses do final do prazo, Célia Marques, receia que “se tivermos um inverno rigoroso, não vamos conseguir terminar a tempo e essa é a nossa preocupação”.

Todos os anos são feitas obras de manutenção e pequenas intervenções nas Piscinas Municipais, mas o Município quer, com estas, fazer uma intervenção mais profunda e que crie melhores condições para quem as utiliza. “Vamos intervir no tanque, no espaço envolvente, tubagens e balneários”. Esta será a primeira vez, desde a sua abertura, que serão alvo de tantas intervenções, mas “todos nós, julgo eu, queremos ter um espaço com as melhores condições possíveis e que ofereça segurança a quem as utiliza”, referiu Célia Marques.

O Alvaiazerense questionou a presidente da CMA sobre o porquê de as obras não terem iniciado mais cedo, para agora já poderem estar prontas, ao qual respondeu que “há uma série de tramites legais que decorrem na lei e precisam de ser cumpridos: a obra já foi adjudicada, o empreiteiro teve que elaborar o Plano de Segurança e Saúde, assinar o contrato, apresentar os documentos de habilitação, apresentar garantias bancárias … há toda uma sequência que não se faz em um ou dois dias.”

Garantindo que, neste momento, estão em condições de iniciar as obras, o Município encontra-se em conversações com as entidades oficiais para perceber se há possibilidade de prorrogar em um ou dois meses o período de execução das mesmas. “Eu não posso estar aqui a assumir uma coisa que pode prejudicar todos os alvaiazerenses e o Município: primeiro porque ficamos com um equipamento que poderia ter melhores condições, e pelo facto de não cumprirmos as regras, sermos penalizados e depois porque também estou a prejudicar todos quantos utilizam aquele espaço”, esclareceu.

Estas obras, no valor de 250 mil euros, são fruto de uma candidatura que a Câmara Municipal de Alvaiázere submeteu, durante o ano 2018, a apoios para beneficiação de equipamentos municipais. Alvaiázere foi um dos municípios que melhor se posicionou na ordenação das candidaturas para receber este financiamento.

“Colocando tudo na balança, temos de ver o que é melhor para Alvaiázere. Se eu vir que tenho de eliminar um mês no período balnear, terá de ser, não vamos perder o financiamento, afinal o impacto para os próximos anos é muito superior”, rematou Célia Marques.