Alvaiázere é membro fundador da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago

Unindo 60 entidades, a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago foi formalizada no dia 17 de maio em Vila Pouca de Aguiar e pretende implementar uma estratégia e sinalética comum nas vias portuguesas de peregrinação a Santiago de Compostela. “O Município de Alvaiázere desde o início que disse que queria entrar no processo, que queria colaborar”, disse ao Alvaiazerense a presidente, Célia Marques, que acredita que “Alvaiázere ganhará muito com esta envolvência e participação na federação”.

A ligação de Alvaiázere a todo este processo que envolve os caminhos de santiago não é novidade. Em 2011 a associação Via Lusitana (que também faz parte desta federação) esteve no Concelho a marcar o caminho de Santiago, sendo que, também nesse ano, Alvaiázere se aliou à mesma e lançaram um repto ao Turismo do Centro de Portugal para sinalização de todo o trajeto na zona centro. O Turismo do Centro aceitou o desafio e fez um protocolo com todos os municípios do centro de Portugal que se envolveram e “todos eles têm, neste momento, sinalética igual em todo o percurso”, referiu a presidente.

A Federação surge para promover, divulgar, organizar e gerir os Caminhos de Santiago em território nacional, daí que os promotores se proponham delinear e implementar uma estratégia comum em todo o país. Além disso é também objetivo desta federação revitalizar e dinamizar as variantes do Caminho Português de Santiago como importantes vias de peregrinação a Santiago de Compostela, recuperando, preservando e promovendo também o património histórico-cultural e religioso associado ao caminho, a interculturalidade dos povos e impulsionando o desenvolvimento económico, social e ambiental das regiões atravessadas.

A Federação tem municípios do norte ao sul de Portugal e é uma mais valia a união de todos de modo a facilitar o percurso do peregrino dentro do território. “Até ao momento nós não temos sabido aproveitar este turismo religioso e o Concelho já sentiu a diferença quando apostou nestas pequeninas intervenções, coisas muito pontuais, mas que deram resultado porque os peregrinos começaram a parar na Câmara e no Museu. Surgiram projetos de albergues, de alojamento para acolher o peregrino, coisas com as quais, no passado, não havia sequer essa preocupação, não estávamos alertados para este turismo que está a crescer e que merece toda a nossa atenção”, referiu Célia Marques.

Alvaiázere tem diariamente peregrinos a percorrer o seu território, tem a vivência de pessoas de todas as nacionalidades que por aqui ficam, que utilizam parte do espaço público e usufruem de atividades culturais. “É nesta vivência, nesta troca que o Concelho tem muito a ganhar porque são estas pessoas que, devido às suas vivências, nos alertam para aspetos para os quais podemos não estar tão focalizados e que poderemos melhorar e, dessa forma, sermos muito mais atrativos ao turismo e à visitação”.

Entretanto iniciar-se-ão as reuniões de trabalho, de preparação de conteúdos e de projetos. “Temos muitas ideias, mas ainda é cedo pois têm de ser discutidas e votadas com a direção. Contudo, a ideia é direcionar ao máximo para um melhor acolhimento e para a melhoria das condições que os peregrinos têm no seu percurso em território nacional”, rematou a presidente.

Ana Catarina de Oliveira