Entrevista aos candidatos à Assembleia Municipal

Autárquicas 2017

No contexto das Eleições Autárquicas que se realizam no próximo dia 01 de outubro, o Jornal “O Alvaiazerense” entrevistou os cabeças de lista dos principais partidos candidatos à presidência dos órgãos autárquicos do Concelho.

Por uma questão de igualdade no tratamento jornalístico, foi concedido um espaço limitado e igual para cada um dos candidatos. A ordem das entrevistas foi feita de acordo com o sorteio oficial realizado no Tribunal de Alvaiázere, estipulado para os boletins de voto.

Este espaço é da inteira responsabilidade dos candidatos.


Acílio Godinho

Jurista

(Assembleia Municipal)

PS

 

1 - Qual o balanço que faz do trabalho desenvolvido ao longo deste mandato pelo atual executivo?

O balanço ficou manifestamente aquém das promessas eleitorais de 2013, nomeadamente em termos ambientais, acessibilidades, emprego e qualidade de vida dos alvaiazerenses. A título de exemplo, o saneamento básico e as acessibilidades continuam muito deficitários fora dos centros urbanos do Concelho, o que em nada contribui para a desejável coesão territorial nem vai ao encontro do tão apregoado apelo à fixação de pessoas no município.

2 - Quais as razões que levam a (re)candidatar-se à Assembleia Municipal?

Recandidato-me à Assembleia Municipal para, em equipa da candidatura socialista, continuarmos o trabalho desenvolvido de fazer ouvir e respeitar a voz dos alvaiazerenses, esbater assimetrias, combater desigualdades e o persistente défice democrático através do exercício de um contraditório sério, fundamentado e consistente. Num Concelho de orçamento modesto como é Alvaiázere exige-se ao executivo a máxima racionalidade e isenção no estabelecimento e definição das opções programáticas anuais, bem como o maior rigor e contenção na sua execução, por forma a que todos os munícipes as percebam e sintam como justas e de tratamento igualitário, ao invés do que frequentemente acontece em que uns são havidos como filhos e outros como enteados. Mas só fomentando a crítica e o livre debate de ideias se obterão as melhores soluções para o desenvolvimento e progresso económico de Alvaiázere.

3 – Caso seja eleito(a), quais as primeiras medidas a implementar?

À Assembleia Municipal compete apreciar e deliberar sobre as propostas apresentadas pelo executivo camarário, bem como acompanhar e fiscalizar a atuação deste órgão. Se voltarmos a ter a confiança dos alvaiazerenses, que muito nos honrará, exerceremos esse mandato no quadro das atribuições e competências legais estabelecidas, interpretando o melhor que pudermos e soubermos a sua vontade eleitoral, em respeito pela Constituição e pelos valores e princípios fundamentais democráticos, fieis ao lema: OUVIR ALVAIÁZERE, REFORÇAR A DEMOCRACIA.


Pedro Simões

Advogado

(Assembleia Municipal)

CDS-PP

 

1 - Qual o balanço que faz do trabalho desenvolvido ao longo deste mandato pelo atual executivo?

O mandato cessante foi o último ato de uma peça de teatro a três tempos. Sendo inegável que tal enredo começou numa verdadeira embriaguez de despesismo, a verdade é que não tardou em resvalar na ressaca de constrangimento financeiro que, perante a incapacidade de pagamento a credores, obrigou ao recurso ao financiamento e controlo governamental do PAEL (dirigido a resolver os elevados montantes em atraso), cuja libertação é agora ostentada como estandarte. Todavia, os milhões gastos (em viaturas de luxo, candeeiros milionários, obras inacabadas e/ou inúteis, entre outras de igual recorte) vêem-se vazios de real valor para a população – que, ano após ano, abandona o Concelho. Os números do INE demonstram que o Município sofreu, de 2014 a 2016, em termos relativos, a segunda maior perda de população residente dos Concelhos do norte do distrito de Leiria, perda que, referida a 2011, alcança o dobro da média nacional e da média da região Centro. Esta evidência é o retrato fiel do trabalho do executivo, desprovido de estratégia de efetiva promoção do território, de valorização da economia local e onde não há preocupação pela implementação de verdadeiras políticas de criação de emprego e de fixação de população.

2 - Quais as razões que levam a (re)candidatar-se à Assembleia Municipal?

A candidatura corresponde à aceitação do desafio lançado pelo Enf. Nélson Silva, cuja postura pessoal e humana e respetivo projeto, me levaram por imperativo de consciência (isto porque é urgente alterar a letargia que inunda a autarquia) a participar nesta candidatura.

3 – Caso seja eleito(a), quais as primeiras medidas a implementar?

O órgão a que me candidato não tem funções executivas, antes lhe cabendo o papel de apreciar e sindicar o trabalho do executivo municipal. Todavia, para além de acompanhar as propostas apresentadas por esta candidatura, lutarei pelo incremento dos níveis de democraticidade e participação dos munícipes no processo de decisão autárquico. Criaremos uma página de acesso digital com informação do trabalho da assembleia e das concretas opções de voto tomadas. O exercício dos mandatos públicos não pode ser opaco, antes se impondo prestar ao cidadão informação plena, sem truncagem ou areamento.


Álvaro Pinto Simões

Reformado

(Assembleia Municipal)

PSD

 

1 - Qual o balanço que faz do trabalho desenvolvido ao longo deste mandato pelo atual executivo?

Como é do conhecimento geral, sendo o órgão a que me candidato deliberativo, darei a minha opinião sobre o Executivo Municipal que esteve em funções pouco mais de dois anos, tempo insuficiente para por em prática as ideias que terão para o Concelho. Pelo trabalho realizado neste período, tenho uma opinião francamente positiva. A atual presidente merece, sem dúvida, a oportunidade para continuar a demonstrar o seu valor e o rigor profissional. Contudo, os Alvaiazerenses decidirão.

2 - Quais as razões que levam a (re)candidatar-se à Assembleia Municipal?

As mesmas de sempre. O amor que tenho a esta terra e aos Alvaiazerenses e a vontade firme de continuar a dar um sério e desinteressado contributo para o seu desenvolvimento.

3 – Caso seja eleito(a), quais as primeiras medidas a implementar?

O presidente da Assembleia Municipal não poderá tomar grandes medidas, já que a lei não lhe dá grandes poderes para intervir nas decisões para o Concelho. Se for eleito, como espero, continuarei a dirigir com a maior democraticidade as reuniões deste órgão deliberativo, apresentando sempre sugestões que me pareçam importantes para Alvaiázere. Darei todo o apoio ao executivo camarário eleito, podendo a minha experiência de muitos anos de autarca ser útil. Não posso interferir nas decisões do Executivo, mas darei sempre a minha opinião. UM ABRAÇO AMIGO PARA TODOS OS ALVAIAZERENSES.


Mónica Lopes

(Assembleia Municipal)

CDU

 

Nota da Redação:

Até ao fecho desta edição, o Jornal “O Alvaiazerense” contactou diversas vezes os candidatos da CDU às Eleições Autárquicas do concelho de Alvaiázere, que afirmaram que “devido ao envolvimento na organização da Festa do Avante, não foi possível dar uma resposta em tempo útil, optando por não responder”