Loja de Apoio Social de Alvaiázere

A Loja de Apoio Social de Alvaiázere - LASA – reabriu dia 6 de agosto e, inicialmente, vai manter-se aberta dois dias por semana, às quartas e sábados de manhã.

Sílvia Rodrigues Lopes, vereadora da Câmara Municipal de Alvaiázere explicou ao “Alvaiazerense” o porquê destes dois dias: “À quarta-feira de manhã porque as pessoas, supostamente, vêm com mais frequência à vila, ao mercado, e podem utilizar os transportes disponibilizados e, ao sábado de manhã, poderá haver uma maior disponibilidade por parte de quem precisa de se deslocar à loja mas também por parte de quem quer oferecer bens à loja”.

A loja, que fica nas instalações do Mercado Municipal, foi recentemente aumentada devido à falta de espaço, que era um problema. Agora permite expor um maior número de peças para que as famílias carenciadas, que precisem desta ajuda, possam escolher aquilo de que mais gostam. A loja oferece vestuário, calçado, artigos para casa, coisas para a primeira infância, alimentação e algum mobiliário. “Tentamos ir ao encontro das necessidades básicas das pessoas. Necessidades essas que passam, essencialmente, pela alimentação, vestuário e, nesta altura, por algum material escolar”, referiu Sílvia Lopes.

Tem como principal objetivo contribuir para minimizar alguma dificuldade pela qual as famílias alvaiazerenses estejam a passar, em determinado período da vida. Disponibilizam tudo aquilo que lhes é oferecido, mas também acontece – no que diz respeito aos bens alimentares - ter que os adquirir para fazer face à procura de que são alvo.

Aproveitar tudo aquilo que seja possível é um dos lemas. Contudo, há sempre uma seleção a ser feita numa primeira fase. A vereadora disse ao “Alvaiazerense” que ainda há pessoas que “oferecem coisas que não estão nas melhores condições e não é isso que se pretende”.

Destina-se a famílias que, por alguma razão, reúnam as condições previstas no regulamento ou estejam a passar por alguma dificuldade e queiram usufruir da loja. Para tal, as pessoas devem dirigir-se à Câmara Municipal, ao Gabinete de Ação Social, preencher um requerimento e entregar os documentos previstos – tendo que declarar as despesas e os rendimentos de que usufruem. “Depois o processo é analisado e, se reunirem os critérios definidos, o mesmo é deferido, as pessoas são informadas da decisão e passam a poder usufruir da loja”, referiu a vereadora.

Alvaiázere é um território cada vez mais despovoado – atualmente conta com cerca de sete mil habitantes. Apesar de o número de famílias carenciadas referenciadas não ser muito grande no Município “é sempre demasiado elevado quando se trata do assunto que é”. A vereadora acredita, contudo, que “há mais pessoas a precisar de ajuda e que não se dirigem a nós, seja por desconhecimento ou por vergonha”. Acrescentou ainda que “devemos ter alguma abertura para lidar com isto e, volto a repetir, as pessoas não devem ter vergonha de recorrer à loja, ela existe para isso mesmo. Não estamos aqui para fazer juízos de valor, nem para criticar, estamos aqui para ajudar as pessoas a seguir em frente e minimizar alguma dificuldade na sua vida”.

O Gabinete de Ação Social quer que este projeto cresça e para isso precisa da ajuda de todos os alvaiazerenses, seja a doar bens que já não usem, seja como voluntários para o banco local de voluntariado, disponível no Concelho.

Quem quiser doar algo deve dirigir-se à Câmara Municipal, dar conhecimento dessa vontade e, posteriormente, é feita a articulação dessa doação, podendo ser entregue em loja ou, no caso dos móveis, a própria Câmara vai recolher a casa das pessoas. Quem pretender tornarse voluntário deve também dirigir-se ao edifício da Câmara Municipal, dar conta dessa intenção e da sua disponibilidade horária, e depois é feita uma avaliação das características pessoais da pessoa. Sílvia Lopes concluiu referindo que “é preciso ter uma certa sensibilidade ao lidar com estas pessoas, elas merecem todo o nosso respeito e dignidade. Não exigimos formação académica para tal, mas precisamos que as pessoas tenham certos requisitos para lidar com esta população e com as situações que aparecem”.

Ana Catarina de Oliveira