Remodelação e requalificação no centro da vila

O centro da vila de Alvaiázere está em obras. O Município de Alvaiázere está a proceder à remodelação e requalificação daquele espaço com projeto que será dividido em duas fases distintas de intervenção: a primeira fase, cuja empreitada se iniciou neste mês de maio, corresponde às intervenções na Praça do Município, Rua Dr. Acúrcio Lopes e Rua Santa Maria Madalena, e posteriormente uma segunda fase que levará à criação de uma nova praça e à intervenção num troço da Rua Juiz Conselheiro António Furtado dos Santos.

Com esta remodelação e requalificação, o trânsito na Praça do Município deverá passar a ter um único sentido automóvel, prevendo o executivo camarário que tal “contribua para o estabelecimento de uma relação com o espaço urbano mais atrativa e convidativa para os cidadãos”. Já a Rua Sta. Mª Madalena será redesenhada e redimensionada, mas manter- se-ão os dois sentidos de trânsito e os lugares de estacionamento já existentes.

A segunda fase será a criação de “uma praça, um novo espaço público de encontro e lazer, em que os elementos arbóreos serão um importante contributo para a vivência do espaço, para a criação de uma imagem harmoniosa e para o conforto dos utilizadores”, esclarece o executivo camarário e concluindo, “um espaço respirável e amplo, para que facilmente possa ser transformado e transfigurado em múltiplas funções sazonais assentes nos princípios da versatilidade e multifuncionalidade”.

Segundo o executivo, “pretende-se alcançar os objetivos gerais: criar uma identidade coletiva e despoletar a união local; criar um espaço diferenciador; contribuir para uma vivência mais pedonal; melhorar a segurança e conforto dos espaços; requalificar a imagem da vila; potenciar o uso do espaço público”.

De acordo com o comunicado, o investimento destas intervenções situa-se na ordem dos € 452.974,53, para esta primeira fase, enquanto que na segunda fase, relativo à criação da nova praça, ronda os € 402.058,00, sendo que os fundos comunitários ascendem ao total de € 615.681,72.

Auscultados os vereadores da oposição, estes afirmáram a sua “não concordância com aqueles projetos, na forma e na localização, e por isso votaram contra em sede de excutivo camarário”. Esclareceram, “na forma, porque em pouco espaço de tempo se destroi obra recente, em detrimento de outras alternativas centrais e com enquadramento estrutural de futuro, e na localização, porque o processo de revitalização do núcleo central da vila que defendemos se situaria entre o edifício das Finanças e a Biblioteca Municipal, criando nesse espaço uma praça agregadora, de passeio e lazer, de trânsito pedonal, multifacetada, potenciando simultaneamente o investimento dos proprietários privados na reabilitação e acréscimo dos imóveis ali localizados com espaços comerciais e habitacionais”.

Sobre o valor dos investimentos entendem “normais ao projetado, e que há a acrescer o valor de € 305.000,00 dos dois imóveis adquiridos”, concluindo e referenciando ainda “a oportunidade, pela via das prioridades efectivas de infraestruturação no território concelhio”, mas que essa “era uma questão política de manifesto eleitoral e que foi vencedor”.

Prevê-se que as obras desta primeira fase, iniciadas a 4 de maio, tenham a duração de oito meses.

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