Sessão de abertura marcada pela inauguração do Centro de Arqueologia

Alvaiázere Capital do Chícharo

A cerimónia de inauguração do certame Alvaiázere Capital do Chícharo – 37ª FAFIPA e 15º Festival Gastronómico realizouse no dia 9 de junho, pelas 18h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

A mesa foi constituída por Célia Marques, presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere, Álvaro Pinto Simões, presidente da Assembleia Municipal e Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Álvaro Pinto Simões considerou que este evento é prova do dinamismo alvaiazerense e uma marca indiscutível de “querer fazer bem, fazer mais e fazer melhor, mostrar aquilo que temos de bom, a qualidade dos nossos produtos endógenos”, afirmou, acrescentando ainda que o chícharo, outrora o alimento de sobrevivência dos mais necessitados, hoje é o rei do festival, numa iniciativa que começou há 15 anos e que se transformou no grande certame dos dias de hoje. O presidente da Assembleia Municipal sublinhou que o chícharo é também uma forma de unir os alvaiazerenses à mesa e de promover o Concelho, sendo de extrema importância a contribuição de todos para tornar Alvaiázere ainda mais conhecido e para fixar os jovens no Concelho, concluindo: “estamos no bom caminho, mas podemos fazer ainda melhor!”.

A presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere, Célia Marques, afirmou que o Alvaiázere Capital do Chícharo “é um dos momentos mais altos do ano no Concelho” e que é visto pelo executivo como mais do que uma festividade, mas sim “um investimento na promoção do Concelho e na valorização dos recursos”. Embora considere que existe ainda muito trabalho a ser feito na promoção da notoriedade do concelho de Alvaiázere, a autarca considerou que a marca Alvaiázere Capital do Chícharo muito tem contribuído para que “esse desconhecimento esteja hoje mais dissipado e para que consigamos promover os nossos produtos endógenos, as nossas potencialidades e também dinamizar a economia local”.

Uma das grandes novidades deste ano foi a inauguração do Centro de Arqueologia, Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património subaquático (LABACPS) – Instituto Politécnico de Tomar, o qual Célia Marques considerou uma oportunidade de criar novos motivos de interesse e de visita a Alvaiázere. Para além disso, acrescentou, “este Centro permite salvaguardar a memória coletiva e histórica e é um marco para a nossa terra: Alvaiázere ostenta uma plataforma de Ensino Superior”.

Realçando a inovação da programação dos cinco dias de certame, que incluiu a mostra de sabores tradicionais, exposições, a primeira edição do Trail do Chícharo, os vários passeios e muitas outras atividades, a presidente da Câmara Municipal lançou a todos o desafio de estar presentes: “sei e acredito que vai correr bem, desfrutem e provem, levem um pouco desta terra convosco, porque com toda a certeza vão levar Alvaiázere nos vossos corações!”.

Ana Abrunhosa, defendeu que o desenvolvimento sustentável e duradouro passa essencialmente pela aposta “naquilo que é nosso e na valorização dos produtos endógenos, não podendo ser esquecidas as parcerias como forma de enriquecimento e maior conhecimento”, sublinhou. A presidente da CCDRC revelou ainda que o projeto de requalificação e alargamento da Zona Industrial de Tróia, submetido à candidatura a fundos comunitários no âmbito do programa Si2e (Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego) estará prestes a ser aprovado.

Seguiu-se a inauguração oficial e visita guiada ao Centro de Arqueologia, que irá funcionar no edifício do antigo Jardim de Infância de Alvaiázere, inauguração que contou com a presença do vice-presidente do Instituto Politécnico de Tomar, João Freitas Coroado, e da professora Alexandra Figueiredo, que foram os parceiros do Município neste projeto.

Para finalizar a sessão de abertura, a presidente Célia Marques, acompanhada pelo executivo municipal, deslocou-se ao Parque Multiusos para a tradicional visita oficial ao certame, com paragem em todos os stands presentes nas mostras empresarial, de produtos regionais e de artesanato, tendo terminado na zona das tasquinhas.

Cláudia Martins