Joana Castelão com os Jogos Olímpicos de 2016 na mira

Tiro Nacional

Filha de Carlos Castelão e de Maria Hermínia Paiva, Joana Castelão é um dos grandes talentos do Tiro Nacional e tem raízes paternais no lugar de Vale da Couda, freguesia de Almoster. Apesar de ter nascido em Carcavelos e viver em Algés, desde sempre que vem ao Vale da Couda com regularidade.

Familiarizada com a presença de armas em casa dos pais, devido ao facto de o pai ser caçador, o "bichinho" pelo tiro foi crescendo e aos 16 anos decidiu experimentar o tiro de precisão.

"Após ter dado o primeiro tiro, tive a certeza de que queria explorar mais a modalidade e por isso comecei logo a praticar no Clube Português de Tiro Prático e Desportivo", refere Joana Castelão.

Logo no ano seguinte ao início da prática da modalidade, e com apenas 17 anos, foi chamada à seleção nacional, onde conheceu o seu atual treinador, José Pêgo. "O meu gosto pela alta competição foi aumentando e comecei a treinar o máximo possível para um dia conseguir representar Portugal nuns Jogos Olímpicos", refere Joana.

Esse sonho concretizou-se com o apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 onde alcançou o 15º lugar e igualou o melhor resultado feminino português alcançado no Tiro, que outrora pertencera a Isabel Chitas (1984).

Apesar de praticar duas modalidades, Pistola de ar comprimido a 10 metros (P10) e Pistola Sport a 25 metros (P25), e ser Campeã Nacional e detentora do record nacional em ambas as modalidades, a sua especialidade é em P10.

Com várias participações internacionais, nomeadamente no Campeonato do Mundo, Campeonato da Europa, Taça do Mundo, e Jogos Olímpicos, do seu currículo destacam-se: 4º lugar em P10 na Taça do Mundo de Maribor (Eslovénia) em 2014, 5º lugar alcançado em P10 na Taça do Mundo, em 2008 no Brasil e o 7º lugar em P10 conquistado no Campeonato da Europa, em 2008 na Suíça.

Apesar do profissionalismo com que encara o desporto que pratica, é farmacêutica de profissão e mãe da pequena Maria Francisca que, com menos de um ano de idade, já acompanha a mãe nas competições aqui e além-fronteiras.

"Por vezes temos de estabelecer prioridades e ser mãe era uma delas. Apesar disso, porque acho que é possível conciliar as prioridades, mesmo durante a gravidez participei em diversas provas obtendo bons resultados. Atualmente a Maria Francisca e o meu marido acompanham-me sempre que possível e entre a vida familiar e a vida profissional consigo treinar uma média de 2/3 vezes por semana", conta Joana Castelão.

Com apenas 30 anos, atualmente e desde 2010 que Joana Castelão representa o Clube de Atiradores do Pessoal da PSP e tem na mira a qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, onde espera melhorar os últimos resultados olímpicos obtidos.

Paula Reis