Criança ficou esquecida no autocarro escolar

No passado dia 6 de outubro, Laura Lopes, uma criança de apenas quatro anos, ficou fechada dentro do autocarro que assegura o transporte escolar. O incidente aconteceu no período da manhã, no início da primeira aula, quando a professora achou estranho a aluna não estar presente na aula. Decidiu então ligar à mãe da criança, Cristina Lopes, para perguntar se a filha não ia para escola, para ficar mais descansada e também por causa do número de almoços a ser servidos.

No entanto, a mãe afirmou que a pequena Laura tinha ido para a escola no autocarro do costume. A professora foi procurar a criança nas outras salas, porque pensou que eventualmente ela poderia ter entrado na sala errada, mas as buscas foram infrutíferas.

Laura Lopes acabou por ser encontrada dentro do autocarro de transporte escolar, que estava estacionado junto à escola de condução do Concelho, sendo que a criança não apresentava quaisquer ferimentos.

Apesar de não ter passado de um susto, a vigilante responsável pela criança e o condutor do autocarro foram substituídos em sequência deste incidente.

Tendo sido esta a segunda vez que um incidente deste tipo acontece, no espaço de um ano, o Jornal “O Alvaiazerense” contactou o Município de Alvaiázere, na pessoa da vereadora do Pelouro da Educação, Sílvia Lopes, que começou por afirmar: “a propósito do incidente relatado, enquanto vereadora responsável pelo pelouro da Educação e enquanto cidadã, venho pelo presente reiterar que lamento profundamente que tal tenha acontecido”.

A vice-presidente da Câmara Municipal acrescentou que esta situação foi fruto de um erro humano, que não podia de forma alguma ser previsto nem evitado pela Câmara Municipal e que os próprios profissionais desejariam que o mesmo não tivesse acontecido, ainda que tal tenha sido fruto da sua ação.

Explicando como funciona o serviço de transporte escolar, Sílvia Lopes referiu: “como é do conhecimento público, a Câmara Municipal lançou um concurso público para adjudicação do serviço que permitirá, no decorrer deste ano letivo, assegurar a totalidade do transporte dos alunos do Ensino Pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico para as Escolas Básicas de Alvaiázere e de Maçãs de D.Maria”, sublinhando que a empresa a quem foi adjudicado o serviço entregou os documentos de habilitação para o assegurar, nomeadamente ao nível da segurança e licenciamento das viaturas e dos recursos humanos, através da carta de qualificação e do certificado de motorista e dos respetivos registos criminais.

A vice-presidente da Câmara Municipal esclareceu que entre a data de início da prestação deste serviço e a data do incidente não houve nenhum indício que pusesse em causa a segurança das crianças, pelo que, assim que a autarquia teve conhecimento do sucedido, entrou em contacto com a encarregada de educação da criança para informar o que se tinha passado e também que a criança estava bem, o que já era do seu conhecimento após ter sido contactada pela Escola e pelo representante da empresa de transportes. O Município entrou também em contacto com os responsáveis pelo serviço: “ainda antes do almoço, esses mesmos responsáveis deslocaram-se a Alvaiázere, reunindo com a família da criança (para mais uma vez pedir desculpa pelo sucedido), com a direção do Agrupamento de Escolas e com os serviços municipais”, salvaguardou Sílvia Lopes.

Para além disso, prosseguiu: “a empresa tinha já acionado os meios legais previstos para estas situações, procedendo à imediata substituição do motorista e da vigilante envolvidos no incidente, para além de ter reforçado a sensibilização para as questões de segurança, já habitual, junto dos restantes profissionais que asseguram os transportes escolares no Concelho, de forma a evitar que a situação se repita”. Sílvia Lopes concluiu: “face ao exposto, a Câmara Municipal de Alvaiázere e eu própria, lamentamos profundamente mais uma vez o incidente, com a consciência de que foram tomadas todas as medidas à nossa disposição para que tal não tivesse acontecido. Resta-nos agora fazer votos, de que tal situação não volte a repetir-se”.