Início do novo ano letivo decorreu com normalidade

Agrupamento de Escolas de Alvaiázere

Iniciou-se um novo ano letivo escolar, referente a 2016-2017, e a pertinência do assunto levou o Jornal “O Alvaiazerense” a entrar em contacto com o diretor do Agrupamento de Escolas de Alvaiázere, José Rosa Peres, formular algumas questões relativas ao mesmo.

O diretor começou por dizer: “o ano letivo 2016-2017 corresponde à consolidação do Agrupamento de Escolas de Alvaiázere com os seus três estabelecimentos: Escola Básica de Maçãs de D. Maria, Escola Básica de Alvaiázere e Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Ribeiro Ferreira, pelo que a nível geral a abertura do ano escolar decorreu com normalidade”.

Em relação à questão da colocação dos professores, que todos os anos gera alguma polémica, pois é um assunto delicado e que não corresponde às expetativas das pessoas, José Peres referiu que “o direito à mobilidade dos professores por doença, que reúnem as condições estabelecidas na legislação em vigor, foi reconhecido demasiado tarde, levando a que o processo de colocação de docentes se prolongasse muito para além do desejável, provocando sérias perturbações nas atividades letivas iniciais. Estes constrangimentos tiveram um impacto reduzido no Pré-Escolar e no Primeiro Ciclo, mas provocaram sérias perturbações na Escola Básica e Secundária, com a saída de dez professores ao abrigo da referida mobilidade”.

Para além disso, prosseguiu, “a preparação, organização e distribuição do serviço docente é um processo que exige muita ponderação, com início em julho, após a constituição das turmas, e está normalmente concluído antes do final de agosto.

Ora, todo este trabalho de planificação acaba por ser posto em causa em cima do início das aulas com a saída de uns professores e entrada de outros.

Só com todos os professores colocados é possível aproveitar os primeiros dias de setembro para as indispensáveis reuniões das várias equipas pedagógicas destinadas à preparação do ano letivo. Continuamos a ter esperança de que no futuro as colocações de professores sejam concluídas atempadamente. Entretanto, nesta data, os professores que saíram já foram substituídos e as aulas decorrem normalmente”.

No que diz respeito à evolução do número de matrículas e áreas de ensino, o diretor do Agrupamento de Escolas sublinhou: “no Ensino Secundário, os cursos que funcionam estão dependentes da vontade dos alunos. A escola tem feito um esforço no sentido de diversificar a oferta nos cursos Científico-Humanísticos, nomeadamente com a abertura do Curso de Línguas e Humanidades.

Os Cursos Profissionais são muito específicos e, tendo em conta a população escolar que servimos, ficamos impossibilitados de abrir um desses cursos todos os anos. Como um critério frequentemente utilizado para autorizar a escola a abrir um Curso Profissional radica no facto de no ano anterior ter ou não aberto um curso desta modalidade, ficamos logo em clara desvantagem. Por outro lado, quando conseguimos que nos seja autorizada a abertura do curso, o número de alunos inscritos não permite a constituição da respetiva turma. A nossa aposta é, então, no Curso de Ciências e Tecnologias para o qual temos alunos, boas instalações e docentes qualificados.

Relativamente às matrículas nos outros ciclos de ensino, registamos um acentuado decréscimo nos últimos anos, uma consequência da diminuição da população jovem, como se pode constatar pelo número de crianças que entram para o Pré-Escolar aos três anos. Enquanto neste ano (2016/2017), estão inscritas 24 crianças, em 2012/2013 tínhamos 45 crianças na mesma situação”.

José Peres reiterou que pretende melhorar o sucesso escolar no Agrupamento, instaurar mais disciplina e modernizar as tecnologias na administração e reduzir o desperdício alimentar.

Para finalizar, o diretor do estabelecimento de ensino afirmou: “estamos convictos de que mais uma vez vamos alcançar os objetivos propostos, até porque recebemos algum apoio: no caso do 7º ano foram autorizadas três turmas, apesar de a rede apenas prever duas. Quer isto dizer que todas as turmas ficaram com menos de 20 alunos, o que, naturalmente, facilita a promoção do sucesso. No caso do Primeiro Ciclo, temos mais um professor do que o estabelecido pelo número de turmas autorizado”.

Mónica Teixeira