Alvaiázere vai ser palco de gravações do filme “A Teia”

O novo filme do maestro António Vitorino de Almeida, “A Teia”, vai ter algumas cenas gravadas em Alvaiázere.

No dia 8 de julho, a Casa Municipal da Cultura acolheu o casting deste filme para selecionar possíveis atores e figurantes. “Queremos proporcionar às pessoas de cá - que de outra forma não teriam esta possibilidade – uma experiência diferente, do que é um casting, como se faz e quem sabe não surge algum talento que ande perdido”, contou António Cardo, diretor do filme. Além disso, é mais fácil para a produção agendar as gravações com as pessoas, visto que são do Concelho ou próximo.

O casting começou pelas 10h e esteve ao encargo de Miguel Baco. Braço direito do maestro, o responsável pelo casting explicou a importância desta seleção: “Damos muita importância a todas as pessoas que entram na película porque, muitas vezes, o que falha em alguns filmes ou o que define um bom filme são os pormenores”.

A história deste filme – que não vai ser totalmente gravado em Alvaiázere, tendo também, por exemplo, uma cena gravada num teatro do Bombarral - nada tem a ver com música, apesar de o autor ser maestro. António Cardo, sentiu necessidade de puxar algumas cenas para a vila pois, como contou ao jornal, as suas “raízes são alvaiazerenses. Quanto ao maestro, ele já conhecia Alvaiázere, às vezes está em nossa casa e adora cá vir.”

A Câmara Municipal, a Capela de Nossa Senhora dos Covões e o Museu Municipal de Alvaiázere são alguns dos locais já escolhidos para algumas das gravações. A presidente da Câmara Municipal, Célia Marques, explicou que esta é uma oportunidade única: “Vai ser uma oportunidade para divulgar e promover algum do nosso património, nomeadamente a mancha de carvalho cerquinho – com uma cena passada nos Gamanhos -, a chegada do ministro será filmada em frente à Câmara e outra ainda, onde entrará a atriz Maria do Céu Guerra, será filmada na Capela dos Covões”.

O casting consistiu na interpretação de duas ou três cenas, diferentes, de modo a se perceber a versatilidade da pessoa. “Neste tipo de filmes, os guiões nunca estão totalmente fechados, e pode sempre surgir a necessidade de se colocar mais alguma personagem, mais um pormenor e as pessoas quando mostraram o que são capazes de fazer, o seu aspeto físico, a sua idade, as suas características físicas podem, às vezes, encaixar noutra coisa que ainda vai ser criada”, afirmou Miguel Baco.“

É uma forma de promoção diferente, uma oportunidade de dar a conhecer e de eternizar o património e o Concelho, afinal tudo isto vai ficar numa fita que pode ser visualizada em qualquer ponto do país e pode despertar a curiosidade de alguém para vir ao local e conhecer este território”, concluiu a presidente da Câmara.

As filmagens estão previstas para começar em finais de setembro ou inícios de outubro.

Catarina Oliveira