Opinião

Nos finais de Maio, fomos autenticamente “bombardeados” com mensagens relativas ao Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD). Genericamente estas novas leis destinam-se a defender a privacidade dos cidadãos, no tal mundo, cada vez mais global, que através do marketing digital, nos “assalta” frequentemente com telefonemas, mensagens e emails, com infinitas e variadas propostas.

Depois de dar ouvidos à população, produtores e visitantes, o executivo (e bem refira-se) decidiu transferir o Festival Gastronómico “Alvaiázere Capital do Chícharo” para a data de onde nunca devia ter saído (no 1º fim-de-semana de outubro), de modo a que a conhecida leguminosa possa ser degustada na sua altura própria de degustação.

Foram sensíveis aos testemunhos recolhidos, e até ao inquérito realizado pelo Jornal “O Alvaiazerense” e alteraram o certame que mais visitantes traz a Alvaiázere para a sua data inicial.

Vários estudos indiciam que, num futuro próximo, haverá uma grande transformação no mundo do trabalho, com redução do número de empregados e desaparecimento de muitas profissões, algumas das quais insuspeitas, como médico, professor ou advogado. Muitas pessoas ainda não terão tomado consciência desta realidade, fruto dos avanços tecnológicos cada vez mais céleres.

Dir-me-ão que o desaparecimento de algumas profissões faz parte do avanço normal das sociedades, pois há cem anos, adueiro, aguadeiro, varina, carvoeiro, entre outras, eram profissões indispensáveis.

Caros leitores, desta vez vou escrever para o nosso jornal um pouco diferente do habitual, uma vez que tudo é muito importante. Por conseguinte vou debruçar-me acerca de “para que serve a guerra”.

Em Abril, destacamos a nível internacional, os tempos conturbados na relação Oeste-Leste com os aliados americanos, franceses e ingleses, talvez para se afirmarem internamente, a “desafiar” a Rússia lançando misseis contra alvos específicos na Síria, alegadamente relacionados com armas químicas. Tudo com medida e contenção, havendo o cuidado de pré-avisos que possibilitaram o salvaguardar dos interesses russos na zona. Pertinente a questão da guerra da Síria durar há sete anos e os aliados só se lembrarem da humanidade quando são usadas armas químicas. O importante será como se mata?

Abril é o quarto mês do denominado calendário gregoriano. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas.

Socorrendo-me do almanaque “Borda d´Água”, verifico que neste mês se deve “mondar e sachar os campos semeados no mês anterior. Devem-se plantar espargos e morangueiros. Na horta – semear (no Crescente) em local definitivo, abóbora, batata, beterraba, brócolos, cenoura, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão.”

Nos próximos meses de Abril e Maio decorrerá o prazo para entrega do IRS que cada vez está mais automático. Este ano já não haverá entrega em papel e claro que obrigará os info-excluídos a recorrer a ajuda. Seja o próprio, ou tenha que valerse de amigos, familiares ou mesmo dos serviços das Finanças, será essencial contemplar o chamado IRS solidário. Falamos da parte do imposto que o contribuinte pode ofertar quando preenche a declaração de rendimentos. Assim pode encaminhar 0,5% do imposto para uma instituição, sem qualquer custo.

O Dia Internacional das Florestas é celebrado, anualmente, no dia 21 de março e tem como grande objetivo o despertar consciências para o problema da gestão, conservação e desenvolvimento sustentável, isto visando o benefício das gerações atuais e futuras.

Sabemos que as florestas são os ecossistemas com maior diversidade biológica que existem na terra, e que desempenham um papel fulcral na luta contra as alterações climáticas.

Chegou há tempos às minhas mãos um panfleto que, segundo consta escrito por um senhor, por quem ainda tenho uma certa estima e que já cumprimentei com um bom aperto de mão e em quem inspiro confiança, por sinal ainda no rol dos vivos, e que diz o seguinte: “Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm morrido por causa da obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade.

No mês de Fevereiro assistimos a um gesto simbólico de primordial importância para o mundo. As duas Coreias deram início aos Jogos Olímpicos de Inverno lado a lado, com os participantes vestidos de branco e sob a mesma bandeira, a da Coreia unificada transportada por atletas dos dois países. Ouviu-se uma música tradicional coreana querida por ambos os lados e considerada como o hino de uma Coreia unificada. No final da cerimónia, também foi interpretada o “Imagine” de John Lennon, já considerado o hino global da paz. Que seja mais do que simples tréguas olímpicas!