Opinião

Neste mês de julho Alvaiázere já foi sacrificada pelo fogo florestal, uma desolação ao passarmos naquela “terra queimada”. Esta expressão que utilizo remonta a uma antiga prática militar chinesa, para não permitir ao inimigo reabastecer-se queimavam todas as colheitas.

Nos fogos florestais é dificil perceber quem é o inimigo, a meterologia extrema, os incendiários, a floresta suja e não ordenada, com falta de acessos, por vezes parece que o inimigo é a prória floresta.

O astronauta Neil Armstrong ficou mundialmente famoso pois foi a primeira pessoa a pisar a Lua.

Ao pisar solo lunar, no Mar da Tranquilidade, a 20 de julho de 1969, durante a missão Apolo 11, terá dito a frase que entrou nos anais da História “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”.

Este feito deixou para trás as viagens de ficção científica (lembram-se de Tintim “Rumo à Lua”, publicado em 1953?) e os vários mitos da cultura popular como, por exemplo, a transformação dos lobisomens na fase de Lua Cheia.

Começou o flagelo dos fogos e os que nada fazem para os combater ou tentar evitar, chegam-se à frente com críticas, invenções, falsidades, tudo o que têm à mão para tentarem denegrir os que alguma coisa têm feito para melhorar a vida do País e dos portugueses, inclusivamente dos que raivosamente o não reconhecem embora beneficiem, tal como os outros, de tudo o que de bom se tem feito.

Depois lá vêm os autarcas incompetentes e paus mandados queixarem-se de que nada se fez, que continua tudo na mesma, que a culpa é de todos os outros menos deles próprios.

Na edição deste mês o destaque vai para as comemoraçoes do Dia do Concelho, 13 de junho, que decorreram de 9 a 16 de junho e que integraram a 2º edição do Festival Literário Internacional do Interior “Palavras de Fogo” em homenagem às vítimas dos incêndios florestais.

Tenho assistido com agrado a sinais de esperança/mudança no nosso Concelho.

Como exemplos dou a aquisição de património municipal devoluto por parte de privados (a famosa “Casa Amarela”, as escolas primárias requalificadas…) que permitem concluir que a visão empresarial de investidores externos vêm em Alvaiázere potencial de investimento, e isso é bom.

Neste pequeno apontamento, vou escrever sobre o maior partido de Portugal: a abstenção.

A sua constante subida é uma grande preocupação para a maioria dos países europeus. A única exceção situa-se em países como o Luxemburgo ou a Bélgica, onde o voto é obrigatório.

A abstenção é saudável para o funcionamento democrático de um país?

Certamente que não. E soluções?

Vital Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa ou Freitas do Amaral encaram o voto obrigatório como uma solução a ponderar, embora apontem alguns problemas de ordem constitucional nessa obrigatoriedade.

Para me debruçar sobre este título de “NÃO ESTÁ CERTO”, actualmente há tanta coisa sobre que nos debruçarmos que por vezes até temos dificuldade em escolher o assunto sobre o qual temos de nos vincular. Mas enfim, alguma coisa há de sobressair.

Em minha casa tenho alguns exemplares de jornais diários dos anos 1960 e outros bem acondicionados, tais como Diários de Notícias e Século.

Mais uma vez os resultados das eleições europeias a 26 de maio, levam a várias reflexões pelos políticos e cidadãos, e mais uma vez a abstenção em resultados foi vencedora, e no sentido político esta palavra significa uma participação passiva do cidadão negando-se a fazer uma escolha política e a ter opinião.

Num país de plena democracia é um ato reprovável, e principalmente uma falta de ética para com aqueles que lutaram e até perderam a vida pela luta da conquista ao direito de voto sem restrições.

No passado mês de abril, o diretor de Estudos Nacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Santos Pereira, afirmou ao Parlamento que “A corrupção e o compadrio foram, claramente, um dos responsáveis por este país ter ido à falência”.

Confesso que achei um pouco exagerado, mas face ao que se passou, numa Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão e recapitalização da CGD, onde um (duplo!) comendador gozou, sim gozou, com todos os portugueses, ao dizer que nada deve e nada tem, já começo a dar crédito …

Mais um artigo sobre “para onde vais Alvaiázere, de onde vens ou para onde te levam”. Parece repetição mas não é. É continuação face ao pouco espaço de que dispomos para dar a nossa opinião. E a nossa opinião sobre o rumo que têm dado, e pelos vistos continuarão a dar a esta terra onde nascemos e que amamos, não é de maneira nenhuma agradável nem meritória.