Opinião

Novembro foi um mês que nos revelou algumas situações bizarras e infelizes. É suposto que a presença de um deputado no Parlamento seja registada ao iniciar a sessão no seu computador, através de uma “password”, pessoal e intransmissível. Ficámos a saber que afinal os deputados, ou pelo menos alguns, trocam entre si as senhas de acesso. Por que sim. Recordamos ainda, os subsídios de viagens não feitas, deslocações para as ilhas recebidas em duplicado e moradas alternativas para receber ajudas de custos.

No passado dia 18 a direção do Grupo Desportivo de Alvaiázere (GDA) aceitou o repto lançado por Fernando Simões (ex vice presidente e presidente) e realizou um dia dedicado ao passado, assente no presente de modo a projetar o futuro, não só do GDA, mas também de Alvaiázere (porque falar do GDA é obrigatoriamente falar de Alvaiázere).

Nesse dia juntaram-se algumas dezenas de amigos, jogadores e dirigentes, contaram-se histórias do passado e imagine- se, tentou-se jogar à bola. Foi um dia bem passado entre amigos do GDA.

O mês de novembro, muito graças ao dia de S. Martinho, é propício ao encontro de familiares e de amigos, provando vinho novo, num magusto ou na combinação dos ambos.

Numa roda de amigos, por acaso num magusto tradicional, costume que infelizmente vai desaparecendo, um deles saiu-se com esta adivinha: “Qual é a coisa, qual é ela, que é macho e dá fêmeas?”

Após algumas tentativas frustradas e ante a curiosidade, a resposta do desafiante não tardou: “O castanheiro!”, disse, explicando o prodígio.

Era elevada a expectativa. Os astros “alinharam- se” e foi um sucesso. A conjugação surgiu com uma escolha feliz e acertada do cartaz, as empresas do Concelho, e não só, mobilizaram-se, o sol brilhou, as noites suportaram-se e o mês estava no início. Assim com a tenda das tasquinhas sempre a abarrotar, as enchentes nos espectáculos e a visibilidade da TV, fica a sensação de um dos melhores anos de Fafipa e Chícharo.

Em cheio! Alvaiázere viveu este ano, o melhor Festival Gastronómico desde a sua criação. E não sou só eu a partilhar esta opinião. Alvaiazerenses, produtores, visitantes, todos eles dizem que este foi porventura o melhor certame.

E para isto, não é estranho o facto de o Festival Gastronómico da nossa leguminosa ter sido realizado na sua melhor altura (como vinha aqui a referenciar em artigos anteriores), ou seja no primeiro fim de semana de outubro.

Foram milhares de pessoas que passaram por Alvaiázere nestes dias. Tudo correu bem, muito bem mesmo. Até S. Pedro ajudou.

Segundo vários estudos, a temperatura média do planeta pode subir 1,5º C na próxima década. Se assim for, o mundo entrará num estado climático sem precedentes. O degelo dos pólos e glaciares poderá causar a elevação do nível do mar, superior a um metro neste século, causando um fluxo migratório de milhões das pessoas que vivem em zonas costeiras ou em ilhas.

É com pouca vontade que escrevo estas minhas opiniões, porque por vezes são muito mal interpretadas por algumas pessoas que com elas não concordam. Mas enfim.

Mas podem crer que elas são verdadeiras e credíveis. Para alguns não o são. Mas enfim.

Ora bem, desta vez vou referir-me a um panfleto que me chegou às mãos há uns anos a esta parte e que guardei, porque entendi que nele constava a verdade.

Voltou a vida a Alvaiázere! É cíclico, nos meses das férias escolares a vila fica despovoada e deserta, mas em Setembro renova-se e a vila volta a fervilhar. As “andorinhas” voltam sempre no Outono!

A não recondução de Joana Marques Vidal (JMV) no cargo de Procuradora Geral da República (PGR), foi a mais fatal das ações contra a nossa democracia nos últimos anos, ela (a democracia) que é constantemente atacada por aqueles que a deviam defender… os políticos.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa ao não reconduzirem JMV mostraram ao País que investigar políticos, banqueiros, clubes de futebol, pode ser uma manobra proibida em Portugal e dá direito a “expulsão”.

Setembro é o mês do regresso ao trabalho para alunos e professores, sendo um período de grande ansiedade. Serei colocado? Terei trabalho? Onde?

Sobre educação fala-se e escreve-se muito. Em meia página vou tentar desmistificar algumas inverdades inculcadas na opinião pública.