Opinião

Já é sina! Agosto quente e incêndios todos os dias. Cada ano parece pior que o anterior. Desta vez com dias de ventos muito fortes. Mais de cem suspeitos detidos pelas autoridades, levanta-nos dúvidas de vários tipos. Maníacos? Vinganças? Negócios? Política? Quem souber que responda. Entretanto a reforma da floresta é arma de arremesso entre as forças politicas que somam incapacidades e culpas ao longo dos tempos de democracia. Por favor, entendam-se porque anos como este, são vergonha e empobrecimento nacional!

As promessas eleitorais e a prática no exercício das funções, normalmente não bate a bota com a perdigota. Vejamos alguns exemplos em Alvaiázere, tendo como protagonista um dos actuais candidatos, face à sua prática do passado e o que propõe para o futuro.

Como já tenho uma certa idade, uma vez que nasci no ano de 1937, já passei por algumas gerações. Já vivi em épocas que se discutia um palmo de terra, a partilha de águas de rega, jogavam-se umas cartas nas tabernas e muitas outras coisas. Pois estas pessoas podiam-se considerar de cultura reduzida. Ora por vezes serviam-se de maus tratos, a cultura era reduzida e lá a porrada servia para resolver situações, que nunca ficavam resolvidas e claro iam para Tribunal e, logo a cadeia os esperava.

Para estas celas lá iam os incultos que nem o nome sabiam fazer.

Foi eleita uma nova Direcção do Grupo Desportivo de Alvaiázere, a maior associação desportiva do Concelho, que organizou as comemorações do seu 38º aniversário, tendo como referência a criação de estatutos próprios. Na realidade o grupo desportivo fez 40 anos, já que no início se serviu dos estatutos da Assembleia de Alvaiázere (vulgo Clube), tendo efectuado o primeiro jogo como equipa federada em Abril de 1977.

Pode parecer tarde (e talvez seja), mas não queria deixar de escrever sobre a nossa FAFIPA.

17 de Junho de 2017, ficará para sempre gravado, a negro, na memória de Portugal. Não há registo, na era moderna do nosso País, de tantas vítimas de um incêndio. Sabemos que as altas temperaturas favorecem o surgimento de incêndios e acabamos por nos conformar que todos os anos ardam largos hectares da nossa floresta, mas o que o País não aceita, nem pode admitir, são tantas mortes.

Hoje era para estar a escrever sobre a FAFIPA e sobre Alvaiázere. Não consigo!

Depois do que aconteceu nos Concelhos de Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Perâ, só consigo pensar neles...

E não me esqueço da população da Freguesia de Maçãs de D. Maria. Mas aqui tirando a floresta e um ou outro barracão, não ficaram destruídas empresas e casas, não ficaram por terra o sonho de uma vida e acima de tudo não morreu ninguém...

Meu Deus... que brutalidade!!!

Tal como se previa, em Alvaiázere já começou a propaganda política face às eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro. E esse facto nota-se no frenesim de pequenas obras para encher o olho aos incautos, e principalmente para já, no tom dos discursos das cerimónias do dia do concelho. Auto elogios, ataques à oposição e críticos. Auto elogios no aspecto em que a governação é que faz (então estariam lá a fazer o quê?) e sabe fazer (elogios em causa própria é vitupério).

Tenho sido contactado por várias pessoas do nosso concelho, que me abordam, alegando que gostam de ler os meus artigos no nosso Alvaiazerense.

Confesso que fico um pouco orgulhoso. Mas sou sempre o mesmo homem, conhecido na parte Norte de Alvaiázere, pelo Alberto do Vale de Alcaide, que falo para toda a gente com a mesma cordialidade, não procuro ser orgulhoso daquilo que sou e trato todas as pessoas, seja qual for a idade por você e por senhor. São ideias minhas e foi educação que meus pais me deram. Mas enfim. Sou aquilo que sou e hei-de continuar a ser enquanto Deus me ajudar.

Maio de 2017 foi um mês muito especial para Portugal, que ficará para sempre gravado na nossa história, graças à vinda do Papa Francisco a quem os portugueses mostraram toda a sua admiração. É difícil resistir a figura tão inspiradora e motivadora, pela atitude plena de autenticidade e humildade.