Opinião

O nosso jornal, neste mês de junho, tal como a sociedade liberta-se um pouco das amarras da pandemia e reflete o desconfinamento e a retoma gradual e cautelosa do regresso de uma vida mais ativa, claro em formatos muito diferentes dos habituais. Os eventos começam a despontar, mas de forma muito singular e diferente como foi a comemoração do dia do concelho, que só podemos acompanhar à distância, no entanto o mote das intervenções oficiais foi ainda a pandemia.

Tempos estranhos estes que vivemos. A Pandemia a que assistimos e vivemos alterou completamente a nossa forma de viver, estar, conviver, conversar, eu sei lá mais o quê...

Quando tudo parecia ir no bom caminho, eis que a irresponsabilidade de alguns (nomeadamente na grande Lisboa) põe quase tudo a perder e a palavra confinamento começa a pairar no ar novamente.

Consequência das constantes manifestações públicas nomeadamente do Presidente da República e do Primeiro Ministro, de que estava tudo bem e que Portugal era um exemplo Mundial no combate ao COVID-19?

O verão chegou. Acabaram as aulas, normalmente, os emigrantes regressam para visitar a família e, os que podem, vão de férias. Até aqui, tudo era esperável, não fosse um bichinho baralhar o que parecia imutável.

Hoje vou contar uma história… verdadeira, não inventada nem fictícia.

No dia dois de maio terminou o estado de emergência e entrou em vigor o estado de calamidade pública que deu início a um plano gradual de desconfinamento com várias fases, regras e recomendações que irão ter continuidade no início do mês de junho. Esperamos, para bem de todos, que tal como no confinamento sejam cumpridas as medidas veiculadas pelo governo, para que todo o esforço e grandes dificuldades do confinamento, que tanto mudaram a nossa vida, pelo isolamento das nossas vivências, não tenham sido em vão.

O Dia Internacional do Aperto de Mão comemora-se a 21 de junho.

Na cultura ocidental, este gesto, aparentemente irrelevante, é uma expressão bem vincada do sentimento de amizade, afinidade e confiança entre pessoas.

A conexão de pele com pele, palma desarmada sobre outra igualmente desarmada, conhecida ou desconhecida, estabelece uma relação entre duas pessoas que, conhecendo-se ou não, ficam por ela marcadas.

Tal como acontece nos noticiários a nível nacional e de todo o mundo o nosso jornal não foge à regra e os assuntos focados dançam à volta da pandemia e envolvem vários setores da sociedade, a educação, a família, a atuação dos vários agentes da proteção civil, e o tecido empresarial do concelho.

Vivemos tempos que nem os mais vividos conseguem descrever.

Hoje, nem os mais experientes sabem como lidar com esta situação de saúde, social e no futuro económica.

E é nas situações mais temíveis e difíceis que o Homem se mostra nas suas melhores qualidades.

Como agente atuante nesta pandemia, posso testemunhar o que de mais belo tem o ser humano e não só…

Começámos com um choque! A situação do Lar “Solar de Dona Maria” pela sua precocidade foi difícil.

Escrevo ou não escrevo?

Confesso que, após quase dois meses de clausura, a disposição para a escrita não é das melhores.

Nesta altura do ano, gosto de andar por montes e vales. Gosto de sentir os cheiros de terra prenha e gosto de fotografá-la nos seus múltiplos aspetos ou semeá-la como se não houvesse amanhã.

Estando, assim, em modo de hibernação, “encontrei-me”, mais uma vez, com a poetisa Cecília Meireles, considerada uma das maiores do Brasil. Espero que gostem.

Leilão de jardim

A situação que estamos a enfrentar é excecional e não tem paralelo na história coletiva das últimas décadas, as mudanças nas rotinas das famílias e da sociedade de repente foram radicalmente transformadas. Certamente também novas preocupações, com os idosos que são os mais vulneráveis, com as crianças que ficam irrequietas fechadas em casa, com os alunos e professores que transformam suas casas em escolas.