António Gonçalves

Começou o flagelo dos fogos e os que nada fazem para os combater ou tentar evitar, chegam-se à frente com críticas, invenções, falsidades, tudo o que têm à mão para tentarem denegrir os que alguma coisa têm feito para melhorar a vida do País e dos portugueses, inclusivamente dos que raivosamente o não reconhecem embora beneficiem, tal como os outros, de tudo o que de bom se tem feito.

Depois lá vêm os autarcas incompetentes e paus mandados queixarem-se de que nada se fez, que continua tudo na mesma, que a culpa é de todos os outros menos deles próprios.

Mais um artigo sobre “para onde vais Alvaiázere, de onde vens ou para onde te levam”. Parece repetição mas não é. É continuação face ao pouco espaço de que dispomos para dar a nossa opinião. E a nossa opinião sobre o rumo que têm dado, e pelos vistos continuarão a dar a esta terra onde nascemos e que amamos, não é de maneira nenhuma agradável nem meritória.

Alvaiázere, de onde vens, para onde vais… ou te levam?

Alvaiázere, para onde vais? Tive muitas esperanças de que te tornasses uma terra interessante… Face à benevolência de grandes alvaiazerenses, construíramte um hospital, uma creche, um edifício para cinema/teatro. Edifícios que cidades ainda não tinham ou eram-lhes inferiores. Começou a esperança numa terra melhor para os seus habitantes e um crescimento por que todos ansiavam.

As promessas eleitorais e a prática no exercício das funções, normalmente não bate a bota com a perdigota. Vejamos alguns exemplos em Alvaiázere, tendo como protagonista um dos actuais candidatos, face à sua prática do passado e o que propõe para o futuro.

Tal como se previa, em Alvaiázere já começou a propaganda política face às eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro. E esse facto nota-se no frenesim de pequenas obras para encher o olho aos incautos, e principalmente para já, no tom dos discursos das cerimónias do dia do concelho. Auto elogios, ataques à oposição e críticos. Auto elogios no aspecto em que a governação é que faz (então estariam lá a fazer o quê?) e sabe fazer (elogios em causa própria é vitupério).

AUTÁRQUICAS...

Apesar de as eleições autárquicas apenas serem em Outubro próximo, o País, todo ele, já mexe em redor desse acontecimento.

A leitura de títulos e frases sem sequência, leva-nos muitas vezes ao engano. Foi algo que me aconteceu, quando li que um tal senhor vinha editar um livro em que prestava contas aos portugueses.

Todos sabemos que a língua portuguesa é muito rica...

Geringonça foi a palavra escolhida por Paulo Portas para denegrir o apoio parlamentar do PCP e BE para a formação e sustentação do actual governo. É conhecido o génio de PP para a intriga, principalmente a política. Pena que não queira ligar os factos e as figuras, tal como os cria, à pessoa do seu inspirador. E para mim, o seu grande inspirador quase sempre é a sua figura retratada no espelho, quando a ele se vê. Só que aí não tem a virtude de o reconhecer.

O perigo da hipocrisia, do cinismo e da mentira na democracia, é o podermos cair novamente na ditadura por descrença do povo. Ver um ex-primeiro ministro, uma ex-ministra das finanças e outros ex-governantes do anterior governo pronunciarem-se sobre o actual governo e sobre as medidas que ele vai tomando de acordo com os compromissos que fez com os portugueses e com os outros parceiros da coligação parlamentar, é de nos fazer pasmar.