José Baptista

Um dos maiores problemas que a humanidade irá enfrentar nos próximos anos será a escassez de água potável.

Vários estudos evidenciam que as reservas deste precioso líquido estão a diminuir, ao mesmo tempo que as alterações climáticas estão a intensificar a pluviosidade em zonas onde ela não é necessária e que, consequentemente, no futuro, teremos um mundo mais seco, principalmente em regiões que já são secas.

As alterações climáticas são uma realidade indiscutível e torna-se fundamental pensar e desenvolver ações para minimizar o seu impacto, sem demagogias e populismos fáceis, alicerçadas no conhecimento científico.

Se os fatores que levam a essas alterações nem sempre são consensuais, quase todos concordam que a atividade humana tem um efeito preponderante na sua aceleração e que isso terá um efeito brutal na vida de milhões de pessoas.

Agosto está a terminar! Começamos já a sentir saudades do verão, da praia, do mar, das férias, do reencontro de amigos e das novas e, por vezes, fugazes amizades.

Sobre a amizade, reproduzo um dos mais famosos apócrifos de Fernando Pessoa, “O amigo aprendiz”.

Este poema, é identificado como tendo sido, pelo menos em parte, escrito por José Fernandes de Oliveira, conhecido como Padre Zezinho, um católico da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, que o intitulou de “Saudação do amigo.”

O astronauta Neil Armstrong ficou mundialmente famoso pois foi a primeira pessoa a pisar a Lua.

Ao pisar solo lunar, no Mar da Tranquilidade, a 20 de julho de 1969, durante a missão Apolo 11, terá dito a frase que entrou nos anais da História “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”.

Este feito deixou para trás as viagens de ficção científica (lembram-se de Tintim “Rumo à Lua”, publicado em 1953?) e os vários mitos da cultura popular como, por exemplo, a transformação dos lobisomens na fase de Lua Cheia.

Neste pequeno apontamento, vou escrever sobre o maior partido de Portugal: a abstenção.

A sua constante subida é uma grande preocupação para a maioria dos países europeus. A única exceção situa-se em países como o Luxemburgo ou a Bélgica, onde o voto é obrigatório.

A abstenção é saudável para o funcionamento democrático de um país?

Certamente que não. E soluções?

Vital Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa ou Freitas do Amaral encaram o voto obrigatório como uma solução a ponderar, embora apontem alguns problemas de ordem constitucional nessa obrigatoriedade.

No passado mês de abril, o diretor de Estudos Nacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Santos Pereira, afirmou ao Parlamento que “A corrupção e o compadrio foram, claramente, um dos responsáveis por este país ter ido à falência”.

Confesso que achei um pouco exagerado, mas face ao que se passou, numa Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão e recapitalização da CGD, onde um (duplo!) comendador gozou, sim gozou, com todos os portugueses, ao dizer que nada deve e nada tem, já começo a dar crédito …

Comemorou-se este ano o 45º aniversário do 25 de abril. Devia ser sinónimo de maturidade da nossa democracia. Por vezes, questiono-me se ainda terá algum significado a sua celebração. Os ideais de liberdade, solidariedade, fraternidade e igualdade, bebidos na revolução francesa, mantêm- se ou é tudo uma ilusão?

No presente mês de abril, assistimos a uma situação que contraria esses ideais.

É inadmissível que alguém, neste caso o governo de todos, decrete a desigualdade e a falta de solidariedade nacional.

O nome “março” surgiu na Roma Antiga, quando designava o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Esta homenagem justificava-se pelo facto de ser um dos meses com maior número de tempestades e ventos fortes e era representado vestido de guerreiro, segurando a lança e o escudo, sendo também invocado como o protetor das sementeiras e dos lavradores.

Para os romanos, março, sendo o primeiro mês da primavera, indicava um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como o início das campanhas militares.

Em pleno século XXI, continuamos a assistir a situações, no mínimo, estranhas.

Já todos ouvimos falar que, na Índia, as vacas são sagradas para os seguidores do hinduísmo, pois elas simbolizam todas as demais criaturas.

À luz da cultura ocidental pode-se achar um pouco bizarro mas, na minha opinião, adorar qualquer coisa ou mesmo nada, é uma questão de liberdade individual que não pode nem deve ser subtraída. Cada um que se “amanhe” como e com quem quiser.

Ao longo de 2019, celebra-se o centenário do nascimento de uma das mais marcantes poetisas nacionais do século XX: Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 -2004).

Esta poetisa, natural do Porto, foi condecorada três vezes pela República Portuguesa e distinguida com 13 prémios literários, entre outros galardões.

Foi também a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014.