José Baptista

Setembro é o mês do regresso ao trabalho para alunos e professores, sendo um período de grande ansiedade. Serei colocado? Terei trabalho? Onde?

Sobre educação fala-se e escreve-se muito. Em meia página vou tentar desmistificar algumas inverdades inculcadas na opinião pública.

Em Portugal, apesar do decréscimo da natalidade, verificamos que, para o bem e para o mal, continua a ser um país fértil em chicos-espertos. A maioria das vezes, achamos graça e até orgulho a esta capacidade de desenrascanço e somos naturalmente benévolos e passivos a esta criatividade bem vincada. Quando a coisa nos vai aos bolsos ou toca nas nossas convicções, o caso muda de figura.

O chico-espertismo apresenta variáveis. Vejamos os casos de alguns chicos- -espertos que, não olhando a meios e de forma oportunista, tentaram “passar a perna” para atingir os seus fins.

Algures, na internet, encontrei uma publicação, mais propriamente a Portaria do Diário da Republica nº 133 de 7 de junho de 1912, secção de avisos e anúncios oficiais.

Aqui fica, pretendendo ser um pequeno subsídio para a história de Alvaiázere. Nela se constata que a freguesia de Almoster pertenceu ao concelho de Ansião.

Também são referidas algumas pessoas que fazem parte da história de Alvaiázere, como é o caso de Policarpo Marques Rosa, notário, escritor, arquiteto, investigador, político e jornalista, entre outras atividades.

O escritor Miguel Torga, no seu livro Novos Contos da Montanha, deunos a conhecer o Alma Grande, personagem criada a partir de uma outra personagem lendária, o denominado Abafador.

O Abafador, no tempo dos Cristãos Novos, judeus cristanizados à força, era chamado pela família para acabar com a agonia dos moribundos e, ao mesmo tempo, ao abreviar-lhes os últimos momentos, evitava que o rito cristão fosse imposto.

Pela sua função social, era alguém muito prestigiado e muito respeitado na comunidade, pois as pessoas achavam que ele fazia um favor à sociedade.

Vários estudos indiciam que, num futuro próximo, haverá uma grande transformação no mundo do trabalho, com redução do número de empregados e desaparecimento de muitas profissões, algumas das quais insuspeitas, como médico, professor ou advogado. Muitas pessoas ainda não terão tomado consciência desta realidade, fruto dos avanços tecnológicos cada vez mais céleres.

Dir-me-ão que o desaparecimento de algumas profissões faz parte do avanço normal das sociedades, pois há cem anos, adueiro, aguadeiro, varina, carvoeiro, entre outras, eram profissões indispensáveis.

Abril é o quarto mês do denominado calendário gregoriano. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas.

Socorrendo-me do almanaque “Borda d´Água”, verifico que neste mês se deve “mondar e sachar os campos semeados no mês anterior. Devem-se plantar espargos e morangueiros. Na horta – semear (no Crescente) em local definitivo, abóbora, batata, beterraba, brócolos, cenoura, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão.”

O Dia Internacional das Florestas é celebrado, anualmente, no dia 21 de março e tem como grande objetivo o despertar consciências para o problema da gestão, conservação e desenvolvimento sustentável, isto visando o benefício das gerações atuais e futuras.

Sabemos que as florestas são os ecossistemas com maior diversidade biológica que existem na terra, e que desempenham um papel fulcral na luta contra as alterações climáticas.

A denominada desertificação humana, e subsequente envelhecimento, é um tema que preocupa governantes e candidatos a sê-lo, como é o caso de Rui Rio, mas tudo não passando de um projeto de intenções.

Os autarcas do interior do país, cheios de boa vontade, procuram, com maior ou menor imaginação, captar gente. Por norma, apostam na disponibilização de infraestruturas que permitam a instalação de empresas. Não discordando, creio apenas que é uma aposta redutora: todos andam ao mesmo e os resultados, salvo peculiares casos, quase nulos.

No início de cada ano, é costume formularem-se desejos de dinheiro e saúde. Se, para o primeiro, é fundamental trabalho e sorte, para o segundo, para além de sorte e dinheiro é, por vezes, suficiente fechar um pouco a boca.

Talvez com a melhor das intenções, num ímpeto legislador e reformista, o governo decidiu controlar o que um cidadão, supostamente livre, deve consumir, elaborando para tal uma longa lista de alimentos, cerca de 60, desde as pizzas ao pastel de bacalhau, passando pelo pastel de nata ou pelo chouriço.

NOITE DE ANJOS

O carro, vagarosamente, percorria a estrada que serpenteava a serra, enquanto os velhos faróis cortavam, com dificuldade, as neblinas que bafejavam os vales. As árvores, vestidas de branco, pareciam fantasmas que, aos olhos do petiz, abriam a porta ao mundo da fantasia.

Ao chegar a casa dos avós maternos, e após o primeiro impacto que lhe tolhera os sentidos, o alçapão da curiosidade abriu-se e, sempre ancorado no olhar do avô José, que não o largava por um segundo, depressa começou a esquadrinhar tudo em redor.