José Baptista

No passado mês de abril, o diretor de Estudos Nacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Santos Pereira, afirmou ao Parlamento que “A corrupção e o compadrio foram, claramente, um dos responsáveis por este país ter ido à falência”.

Confesso que achei um pouco exagerado, mas face ao que se passou, numa Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão e recapitalização da CGD, onde um (duplo!) comendador gozou, sim gozou, com todos os portugueses, ao dizer que nada deve e nada tem, já começo a dar crédito …

Comemorou-se este ano o 45º aniversário do 25 de abril. Devia ser sinónimo de maturidade da nossa democracia. Por vezes, questiono-me se ainda terá algum significado a sua celebração. Os ideais de liberdade, solidariedade, fraternidade e igualdade, bebidos na revolução francesa, mantêm- se ou é tudo uma ilusão?

No presente mês de abril, assistimos a uma situação que contraria esses ideais.

É inadmissível que alguém, neste caso o governo de todos, decrete a desigualdade e a falta de solidariedade nacional.

O nome “março” surgiu na Roma Antiga, quando designava o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Esta homenagem justificava-se pelo facto de ser um dos meses com maior número de tempestades e ventos fortes e era representado vestido de guerreiro, segurando a lança e o escudo, sendo também invocado como o protetor das sementeiras e dos lavradores.

Para os romanos, março, sendo o primeiro mês da primavera, indicava um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como o início das campanhas militares.

Em pleno século XXI, continuamos a assistir a situações, no mínimo, estranhas.

Já todos ouvimos falar que, na Índia, as vacas são sagradas para os seguidores do hinduísmo, pois elas simbolizam todas as demais criaturas.

À luz da cultura ocidental pode-se achar um pouco bizarro mas, na minha opinião, adorar qualquer coisa ou mesmo nada, é uma questão de liberdade individual que não pode nem deve ser subtraída. Cada um que se “amanhe” como e com quem quiser.

Ao longo de 2019, celebra-se o centenário do nascimento de uma das mais marcantes poetisas nacionais do século XX: Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 -2004).

Esta poetisa, natural do Porto, foi condecorada três vezes pela República Portuguesa e distinguida com 13 prémios literários, entre outros galardões.

Foi também a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014.

Desejando umas BOAS FESTAS, partilho um poema de um grande poeta:

NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

O Natal é quando um Homem quiser!

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

O mês de novembro, muito graças ao dia de S. Martinho, é propício ao encontro de familiares e de amigos, provando vinho novo, num magusto ou na combinação dos ambos.

Numa roda de amigos, por acaso num magusto tradicional, costume que infelizmente vai desaparecendo, um deles saiu-se com esta adivinha: “Qual é a coisa, qual é ela, que é macho e dá fêmeas?”

Após algumas tentativas frustradas e ante a curiosidade, a resposta do desafiante não tardou: “O castanheiro!”, disse, explicando o prodígio.

Segundo vários estudos, a temperatura média do planeta pode subir 1,5º C na próxima década. Se assim for, o mundo entrará num estado climático sem precedentes. O degelo dos pólos e glaciares poderá causar a elevação do nível do mar, superior a um metro neste século, causando um fluxo migratório de milhões das pessoas que vivem em zonas costeiras ou em ilhas.

Setembro é o mês do regresso ao trabalho para alunos e professores, sendo um período de grande ansiedade. Serei colocado? Terei trabalho? Onde?

Sobre educação fala-se e escreve-se muito. Em meia página vou tentar desmistificar algumas inverdades inculcadas na opinião pública.

Em Portugal, apesar do decréscimo da natalidade, verificamos que, para o bem e para o mal, continua a ser um país fértil em chicos-espertos. A maioria das vezes, achamos graça e até orgulho a esta capacidade de desenrascanço e somos naturalmente benévolos e passivos a esta criatividade bem vincada. Quando a coisa nos vai aos bolsos ou toca nas nossas convicções, o caso muda de figura.

O chico-espertismo apresenta variáveis. Vejamos os casos de alguns chicos- -espertos que, não olhando a meios e de forma oportunista, tentaram “passar a perna” para atingir os seus fins.