Mário Bruno Gomes

A justiça portuguesa vive nestes dias, dias tenebrosos.

O aparecimento do Rui “bom”, que de repente e por divulgar o caso dos e-mails e desmascarar ao que dizem várias personalidades e DDT’s deste País à beira mar plantado, se tornou rapidamente no Rui “mau” e que tinha de ser silenciado e detido já que violou as caixas de e-mail de bandidos e corruptos.

As mortes custam muito.

As mortes das pessoas de que gostamos e admiramos custam ainda mais.

Dedico este artigo à professora Alzira Silva.

Pessoa amiga, afável, integra, que ensinou e soube ensinar milhares de jovens que tiveram o privilégio de a ter como professora.

Fez-me gostar da disciplina de Francês. Conseguia incutir nos seus alunos o respeito que um professor merecia e dirigia-se aos alunos com um respeito imaculado, também como eles merecem.

Conseguia respeitar e ser respeitada como vi em poucos professores ao longo da minha vida académica.

Com o enfraquecimento da direita política em Portugal tornou-se público e evidente o que mais temia.

Os tiques anti democráticos da esquerda que nos governa, não tardaram a sair dos armários após os resultados das últimas legislativas.

Aqueles que se acham os guardas pretorianos da democracia Portuguesa (a esquerda política), tomam atitudes ditatoriais igualando por vezes os regimes de socialistas/comunistas da América Latina, envergonhando os que como eu defendem uma democracia livre e plural, onde o debate se torna o Pai da razão e da Governação.

Mais um festival Gastronómico e mais um sucesso…

Apetece-me dizer que o “Chícharo está na moda…”. Foram milhares de visitantes de 11 a 13 de outubro que vieram “provar o património” e apreciar as nossas potencialidades.

Com um programa muito bem conseguido, com concertos muito bons em especial o de Pedro Abrunhosa, foi muito bom ver o recinto completamente cheio (e com a bênção de S. Pedro).

Alvaiázere tem nos próximos tempos, quanto a mim, a última oportunidade de se aproximar de níveis de desenvolvimento sócio económicos mais elevados equiparando-se assim a concelhos com excelentes condições e qualidade de vida.

Com ímpares vias de comunicação, com a criação da área empresarial do Rego da Murta, com os excelentes equipamentos sociais que possuímos, é hora do “agora ou nunca”.

Agora não há espaço para guerras partidárias ou de outra espécie.

Agora é hora de pensar em grande, é hora de pensar em Alvaiázere.

Começo a não ter palavras para descrever a mediocridade dos políticos que nos (des)governam hoje em dia.

E não falo exclusivamente do governo. Falo também dos políticos que chefiam os partidos da oposição.

No arco do governo, Costa manhoso e habilidoso como sempre (sabe mais de politiquice a dormir que os outros todos acordados), vai bailando a seu gosto e com um ”rebuçado” para aqui e outro para ali vai passando os dias sem se chatear à espera que a maioria absoluta de Outubro o torne no mais convencido e arrogante primeiro ministro da história de Portugal.

Tenho assistido com agrado a sinais de esperança/mudança no nosso Concelho.

Como exemplos dou a aquisição de património municipal devoluto por parte de privados (a famosa “Casa Amarela”, as escolas primárias requalificadas…) que permitem concluir que a visão empresarial de investidores externos vêm em Alvaiázere potencial de investimento, e isso é bom.

Saio hoje, nesta crónica, um pouco da minha linha de “orientação” dos artigos que escrevo, mas o que tem acontecido nos últimos dias nestes lindo País, leva-me a isto.

E porquê? Pelos episódios recentemente vividos por todos Nós.

Diz o povo e com razão que “há males que vêm por bem”. E é bem verdade.

Isto a propósito da nova localização da área empresarial (ou zona industrial… como lhe queiram chamar) de Alvaiázere que por motivos relacionados com fundamentalismos estéreis, foi relocalizada na Venda dos Olivais, em detrimento da Tróia.

Pode parecer estranho eu estar aqui a falar do Benfica devido ao meu “doentio” Sportinguismo, mas a bem da verdade é justo que se faça um elogio ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ricardo Fernandes (Mobarq) e por todos os treinadores, em comunhão com toda a direção e estrutura do futebol juvenil do GDA e a Câmara Municipal.