Mário Bruno Gomes

Depois de dar ouvidos à população, produtores e visitantes, o executivo (e bem refira-se) decidiu transferir o Festival Gastronómico “Alvaiázere Capital do Chícharo” para a data de onde nunca devia ter saído (no 1º fim-de-semana de outubro), de modo a que a conhecida leguminosa possa ser degustada na sua altura própria de degustação.

Foram sensíveis aos testemunhos recolhidos, e até ao inquérito realizado pelo Jornal “O Alvaiazerense” e alteraram o certame que mais visitantes traz a Alvaiázere para a sua data inicial.

Alvaiázere tem sido “invadida” ultimamente por famílias que procuram no nosso sossego o seu modo de vida.

Segundo números não oficiais estima-se que mais de 200 pessoas estão a morar no nosso Concelho, contrariando assim a curva de acentuado despovoamento a que estamos sujeitos nos últimos anos e acima de tudo contrariando a elevada média de idade de Alvaiázere.

No passado mês de dezembro antes mesmo da época Natalícia, os deputados do PS, PSD, BE, PCP e PEV, decidiram de uma forma cobarde e abscôndita dos Portugueses, alterar a Lei que regula o financiamento dos partidos políticos, para que estes saíssem beneficiados nomeadamente em sede de IVA, promovendo à custa de todos nós a sua sobrevivência financeira.

Já não bastava a controvérsia e injustiça do conteúdo em si, mas conseguiram aquelas almas deturpar a forma e fazer tudo de modo a que ninguém se apercebesse do golpe palaciano que estavam a montar.

Se o estado tem falhado, também nós enquanto cidadãos temos falhado e muito.

Somos responsáveis pelo desordenamento florestal, pela falta de limpeza dos terrenos em especial em voltas das nossas habitações, não nos preparamos para este tipo de acontecimentos e quando assim é, é impossível às forças que têm como missão a nossa salvaguarda e a dos nossos bens por si só, estar em todo o lado.

Verão de 2017. Portugal passou por um autêntico inferno.

Mortos, muitos mortos para um País tão pequeno. Destruição, muita destruição em tão pouco tempo.

Estes acontecimentos não podem cair no esquecimento como muitos querem fazer passar. É preciso tirar ilações das falhas do nosso sistema e acima de tudo colmatá-las.

Começo pelo que melhor conheço. Os Bombeiros.

É necessário mais profissionalização neste setor estratégico para a segurança e salvaguarda das pessoas e bens.

A “Banda de Alvaiázere” como é conhecida a Filarmónica Stª Cecília de Alvaiázere, é a instituição mais antiga do Concelho, sabia?

É verdade. Fundada em 11 de Outubro de 1923, prestes a completar 94 anos, a Banda de Alvaiázere tem sido ao longo deste quase século de existência, a principal Associação com cariz cultural do nosso Concelho.

Com pequenos períodos menos bons ao longo da sua longa história de vida, vive hoje com uma energia e juventude extraordinárias.

Pode parecer tarde (e talvez seja), mas não queria deixar de escrever sobre a nossa FAFIPA.

Hoje era para estar a escrever sobre a FAFIPA e sobre Alvaiázere. Não consigo!

Depois do que aconteceu nos Concelhos de Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Perâ, só consigo pensar neles...

E não me esqueço da população da Freguesia de Maçãs de D. Maria. Mas aqui tirando a floresta e um ou outro barracão, não ficaram destruídas empresas e casas, não ficaram por terra o sonho de uma vida e acima de tudo não morreu ninguém...

Meu Deus... que brutalidade!!!

O mês de maio fica marcado por feitos desportivos dos clubes do nosso Concelho.

A começar pelo Grupo Desportivo de Alvaiázere que alcançou a subida ao principal escalão do futebol do Distrito de Leiria depois de ficar em segundo lugar na fase final do campeonato da I divisão Distrital, a um ponto dos Vidreiros que se sagraram campeões após aproveitar um desaire caseiro do GDA frente ao Figueiró dos Vinhos.

Apesar dessa derrota, o GDA fez um campeonato sem mácula, ficando em primeiro lugar na 1ª fase tendo mesmo o melhor ataque e a melhor defesa da prova.

É fácil falarmos de pessoas. É mais fácil ainda falarmos de pessoas boas. Que de um modo ou de outro marcaram uma geração, uma terra, uma vida.

Falar da Drª Hermínia é um exercício tão simples mas que se torna complicado nestas curtas linhas, pois é pouco o espaço para tão grande legado.

Mas começando. Maria Hermínia Paisana Granja Aparício nasce a 2 de agosto de 1945, na localidade de Amêndoa, Concelhio de Mação. Aí, completa todas as etapas de ensino até entrar na Faculdade de Medicina de Lisboa onde se licencia com distinção em Medicina e Cirurgia.