Mário Bruno Gomes

O que dizer de 2016? Foi um ano extremamente calmo em Alvaiázere.

Em termos políticos tirando as eleições no PSD nada de interessante se passou.

Em termos autárquicos nada mais poderia ser feito se não o pagar de faturas dos erros cometidos no passado (e foram tantos!).

O último fim-de-semana de novembro trouxe a Alvaiázere dois excelentes exemplos de como se deve promover o Concelho, dentro e fora de portas.

O primeiro, um jantar debate promovido pela Câmara Municipal, a ADECA e o Jornal “O Alvaiazerense”, que tinha como temática o empreendedorismo no Concelho e juntou empresários e sociedade civil numa mesa redonda, onde a presidente da Câmara Municipal pôde responder às perguntas acutilantes e mesmo pertinentes de todos aqueles que se preocupam com Alvaiázere e tentam promover e levar para a frente o nosso território.

Um dia destes fui dar um passeio com a família e fomos visitar o centro de ciência viva de Constância.

Olhei para os miúdos que iam comigo e observei a atenção com que ouviam os monitores do centro, a alegria com que faziam as experiências e lembrei-me dos passeios que eram promovidos pelas escolas primárias com o apoio do município no meu tempo de escola por esse Portugal fora.

Por questões relacionadas com os Bombeiros, tive oportunidade de seguir de perto os preparativos para a Festa do Sr. dos Aflitos e de S. Paulo em Maçãs de Dona Maria.

É impressionante o bairrismo daquela gente. Sociedade completamente envolvida e comprometida com a festa, todos os lugares da freguesia a embelezar o centro da Vila com os espectaculares arcos, juventude, muita juventude nas ruas a preparar a sua festa.

O Município de Alvaiázere promoveu nos dias 13 e 14 de agosto um torneio de “caça” aos Pokémon´s, bonecos virtuais que se tornaram virais por esse mundo fora e que move milhões de jogadores por todo o mundo.

Não vou discutir aqui a utilidade do jogo, se é didático ou não, se as crianças devem ou não jogar.

Vou evidenciar sim e pertinência da promoção deste evento.

Foram anunciados na celebração do dia do Concelho pela presidente da Câmara Municipal, uma série de projetos que visam essencialmente a projecção de Alvaiázere no futuro.

Destes, destaco o projeto “Alvaiázere +” e a aplicação informática do Município.

Surpreendido. É este o sentimento que tenho nos dias de hoje e passo a explicar porquê.

Um bocado contra o ciclo económico, eis que surge em Alvaiázere um abrir de espaços comerciais que tem dado vida ao centro de Alvaiázere, muito por causa da reabilitação do edifício do Colégio Vera Cruz (antiga Casa do Povo) e da sua envolvente.

Tive a honra de pertencer à comissão que criou e dinamizou o festival gastronómico na companhia do António Cassiano, da Celestina Grácio, do Artur Caetano, do José Luís Carvalho, do grande Paulo Caetano e dos verdadeiros e incansáveis “Pais do Chícharo” Carlos Furtado e Pedro Alves.

Foi há 36 anos que o então Presidente da CM de Alvaiázere foi visionário e criou um certame que iria diferenciar Alvaiázere de todos os Concelhos vizinhos e promovê-lo fora de portas.

Falo da FAFIPA (Feira Agrícola, Florestal, Industrial, Pecuária e Artesanato de Alvaiázere).

Há 36 anos foi diferenciador porque foi arrojado, porque conjugava o mundo rural com o mundo industrial e agrícola, porque tinha programas atractivos e condicentes com a estrutura da nossa população, porque foi pioneiro e inovador.

Como já referi em artigos anteriores, sou um acérrimo defensor do movimento associativo e das suas sinergias locais.

Hoje quero realçar o trabalho desenvolvido pelo Clube Caçadores do Concelho de Alvaiázere (CCCA).

Clube com mais de 30 anos de existência visa sobretudo aproveitar e desenvolver as potencialidades cinegéticas do Concelho de Alvaiázere e nos últimos anos a desenvolver também modalidades de tiro nas vertentes de arma de fogo e de besta.