Rui Oliveira

... sofremos as temperaturas gélidas próprias dos Janeiros, mas em contrapartida a política nacional esteve “quentinha”, com a querela da TSU. Foram visíveis as fragilidades da coligação que sustenta o governo, que faz acordos sem garantia de aprovação parlamentar, tal como, põe a claro que o tacticismo político, por vezes, manda a ideologia às “urtigas”. Qualquer das situações tem custos. Parece evidente que os motivos comuns que alicerçaram a “geringonça” estão gastos e são por demais notórias as diferenças entre os partidos que a constituem.

... ficamos admirados com o fim de mais um ano. Ainda temos fresca a recente entrada no temido ano 2000, com a ameaça “do fim do mundo” e já lá vão dezassete! O ano que agora finda teve factos deveras marcantes, que sucintamente vamos recordar. No plano interno, a eleição do prof. Marcelo, o Presidente dos “afectos”, cativado pela insólita “geringonça”, que se previa de curta duração e agora sem fim à vista.

... fomos surpreendidos com os resultados das eleições dos Estados Unidos. É certo que a Sra Clinton, teve mais dois milhões de votos que o Mr. Trump, mas o sistema eleitoral “à americana” com os Grandes Eleitores por estado, permite estas distorções. Podiam ser mais “espertos” estes americanos, mas eles lá sabem. Não se tratou de uma derrota política, mas de uma derrota da política.

... assistimos à vitória cristalina do português António, sobre o golpismo e o preconceito. Tinha de ser do Leste e mulher! É antiga a polémica sobre a paridade de mulheres e homens nos órgãos do poder. Certamente que haverá bons e válidos argumentos para os vários posicionamentos. Mas será o facto de haver menos mulheres nos órgãos de soberania, a grande questão do défice democrático? Não haverá outros sintomas bem mais graves, como a descriminação em termos laborais e remuneratórios?

... Tivemos boas notícias, neste mês de Setembro, pois ficámos a saber que a doença de Alzheimer dentro de 5 a 10 anos terá cura. Cientista português diz que os mecanismos por detrás da doença estão identificados e seremos a última geração com a doença. São novidades animadoras, que nos dão alegria e esperança.

... tivemos um Agosto, tórrido e angustiante, sendo penoso assistir a mais de uma semana de fogos em directo na TV, apesar de a nível concelhio não nos podermos queixar. Altas temperaturas e mãos criminosas foram os factores que contribuíram para a desgraça de algumas famílias e perda de riqueza nacional. Ciclicamente são prometidas medidas de fundo, mas sem grandes avanços. Surpreendente que esteja por fazer o cadastro rural de dois terços do País, imprescindível para se tomarem medidas eficazes.

... sentimos uma alegria louca ao sermos campeões europeus, quando poucos o previam e apesar dos consecutivos empates, superámos prolongamento e penalties, lá chegando à primeira vitória nos 90 minutos na meia-final e no jogo decisivo, superiorizámo- nos aos favoritos e confiantes anfitriões franceses. Ah oui, ça va bien!

... sentimos que o dia 23 Junho pode ser uma data histórica, comparável à queda do muro de Berlim, já que a segunda maior economia da zona euro decidiu-se por uma saída da União Europeia. Estamos a falar do Reino Unido, que como se sabe é constituído pela Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, mas que mais parece um reino desunido, já que alguns países que o constituem votaram em sentido contrário. Segundo os especialistas, “as consequências, muito embora imprevisíveis, são potencialmente devastadoras”. A ver vamos!

... continuamos extasiados com o nosso Presidente da República, que se mantêm omnipresente, pois todos os dias e frequentemente várias vezes ao dia, comunica com os Portugueses e de uma maneira geral, no sentido de “levantar a moral das tropas”. Amiúde temos dificuldades em destrinçar o Marcelo-Presidente do Marcelo-comentador, mas sentimos que o espírito é de congregar esforços e ajudar o País a contornar as dificuldades.

... nunca ouvimos falar tanto de offshores, como neste mês de Abril de águas mil, pelo que tivemos de aprofundar o tema e a anotação da Wikipédia, que refere “o termo vem dos tempos dos corsários que saqueavam os mares e depositavam a pilhagem offshore (fora da costa)” é bem esclarecedora sobre o que estamos a falar.