Opinião

Nos últimos tempos, por vários episódios, muito se tem falado de racismo. Os portugueses são ou não são racistas?

Acredito que somos um dos povos menos racistas do mundo pelo simples facto de sermos a soma de várias “raças”: celtas, iberos, lusitanos, romanos, árabes, fenícios, suevos, visigodos, negros, etc.

Parece-me ser verdade que, no fundo de cada um de nós, mais ou menos escondida, encontraremos uma pitadinha desse vírus que não terá apenas cor negra.

Já há vários anos a esta parte, comentei nas páginas deste jornal, a hipocrisia de grande parte dos portugueses, sobre três temas que dizem respeito, na minha opinião, apenas à pessoa que se julgue dono e com direitos sobre o seu corpo e a sua vida, que considere ter liberdade sobre o que fazer com eles: o aborto, a eutanásia e a prostituição.

O jornal “O Alvaiazerense” compromete-se a continuar a respeitar os princípios deontológicos e de ética, num exercício de transparência com os seus leitores, respeitando a pluralidade de pontos de vista e os princípios da objetividade e imparcialidade. Promovendo o exercício do jornalismo numa perspetiva de serviço público, e tendo sempre presente que o nosso jornal é o elo de ligação de todos os Alvaiazerenses dentro e fora do País.

E de acordo com o estipulado no artigo nº2 da Lei nº2/99 de 13 de janeiro publicamos, nesta edição, o estatuto editorial do “O Alvaiazerense”:

A justiça portuguesa vive nestes dias, dias tenebrosos.

O aparecimento do Rui “bom”, que de repente e por divulgar o caso dos e-mails e desmascarar ao que dizem várias personalidades e DDT’s deste País à beira mar plantado, se tornou rapidamente no Rui “mau” e que tinha de ser silenciado e detido já que violou as caixas de e-mail de bandidos e corruptos.

Como passei o mês, à sombra da bananeira, a pensar na morte da bezerra é agora que a porca torce o rabo! Chegou o dia D e tenho de escrever o artigo.

Com paninhos quentes, para não meter a pata na poça, lembrei-me de histórias do tempo da Maria Cachucha e de coisas do arco-da-velha, mas é capaz de ser demasiada areia para a minha camioneta.

Se lavasse um pouco de roupa suja e escrevesse sobre os vira-casacas, chegando-lhes a roupa ao pelo, talvez fizesse boa figura, mas torço o nariz, não vá o diabo tecê-las.

Este mês de dezembro é marcado por duas comemorações que se cruzam na sua essência.

As mortes custam muito.

As mortes das pessoas de que gostamos e admiramos custam ainda mais.

Dedico este artigo à professora Alzira Silva.

Pessoa amiga, afável, integra, que ensinou e soube ensinar milhares de jovens que tiveram o privilégio de a ter como professora.

Fez-me gostar da disciplina de Francês. Conseguia incutir nos seus alunos o respeito que um professor merecia e dirigia-se aos alunos com um respeito imaculado, também como eles merecem.

Conseguia respeitar e ser respeitada como vi em poucos professores ao longo da minha vida académica.

Todas as regiões têm, para cada época festiva, uma tradição.

Na época natalícia, em casa de meus pais, os belhoses (bilhós) e as fatias paridas não faltavam.

Se os primeiros têm várias denominações conforme a região, velhozes, bilhós, belhozes, filhós, bilharacos, etc, as segundas, fatias paridas, também se designam por fatias de parida, pão de mulher parida, fatias douradas ou rabanadas.

Alvaiázere, seus contrastes, discrepâncias e singularidades…

No dia 20 de novembro, Dia Internacional dos Direitos da Criança, comemorou-se a proclamação mundial desses direitos em 1959, que não deveriam ser só lembrados nestes dias, porém estas datas são propícias para fazer um balanço da nossa ação para prestar às crianças os cuidados essenciais, na saúde e numa alimentação adequada, assim como na proteção contra todas as formas de exploração, negligência e crueldade.