Teodora Cardo

Este mês de dezembro é marcado por duas comemorações que se cruzam na sua essência.

No dia 20 de novembro, Dia Internacional dos Direitos da Criança, comemorou-se a proclamação mundial desses direitos em 1959, que não deveriam ser só lembrados nestes dias, porém estas datas são propícias para fazer um balanço da nossa ação para prestar às crianças os cuidados essenciais, na saúde e numa alimentação adequada, assim como na proteção contra todas as formas de exploração, negligência e crueldade.

Muitas vezes considera-se o património, como os bens materiais de família transmitidos por herança de pais para filhos, de forma muito redutora e de senso comum, já que o património não engloba só bens materiais mas sim um conjunto de bens também de natureza imaterial com interesse e reconhecido valor a vários níveis, ambiental, histórico, artístico, cultural e que correspondem aos modos de viver de um povo que o particulariza e lhe dá uma identidade.

Em Portugal ocorrem cinco tipos de eleições, as presidenciais, as legislativa regionais, as legislativas, as autárquicas e as europeias. De todas as eleições referidas, só as europeias é que não são especificas do nosso país, já que se realizam, por toda a Europa, para eleger para o parlamento europeu os representantes de cada país.

Das quatro eleições realizadas especificamente no nosso país, todas se realizam de quatro em quatro anos à excepção das presidenciais que se realizam de cinco em cinco anos e elegem o mais alto representante da nação, o Presidente da República.

Foi neste mês de agosto que a maioria da população gozou as suas merecidas férias, de extrema importância na reposição de energias, com a recuperação psíquica e física, após uma atividade constante, trabalho ou aulas.

Neste mês de julho Alvaiázere já foi sacrificada pelo fogo florestal, uma desolação ao passarmos naquela “terra queimada”. Esta expressão que utilizo remonta a uma antiga prática militar chinesa, para não permitir ao inimigo reabastecer-se queimavam todas as colheitas.

Nos fogos florestais é dificil perceber quem é o inimigo, a meterologia extrema, os incendiários, a floresta suja e não ordenada, com falta de acessos, por vezes parece que o inimigo é a prória floresta.

Na edição deste mês o destaque vai para as comemoraçoes do Dia do Concelho, 13 de junho, que decorreram de 9 a 16 de junho e que integraram a 2º edição do Festival Literário Internacional do Interior “Palavras de Fogo” em homenagem às vítimas dos incêndios florestais.

Mais uma vez os resultados das eleições europeias a 26 de maio, levam a várias reflexões pelos políticos e cidadãos, e mais uma vez a abstenção em resultados foi vencedora, e no sentido político esta palavra significa uma participação passiva do cidadão negando-se a fazer uma escolha política e a ter opinião.

Num país de plena democracia é um ato reprovável, e principalmente uma falta de ética para com aqueles que lutaram e até perderam a vida pela luta da conquista ao direito de voto sem restrições.

Pensamento livre foi sem dúvida a maior conquista do 25 de abril. Exprimir livremente o nosso pensamento sem mordaças e ter a possibilidade de escolher livremente quem nos governa são direitos só conseguidos depois de muitos dos que nos antecederam há quase meio século conhecerem a guerra, a censura e a prisão. É preciso não esquecer o passado e refletir para que não se volte aos tempos de opressão e de falta de democracia. É preciso fomentar os ideais do 25 de abril por vezes adormecidos.

Em pleno século XXI, o avanço da tecnologia e do progresso já mostrou que não consegue resolver os problemas do mundo, fome, miséria, desigualdade social, idosos sem assistências, degradação ambiental, vítimas de violência, crianças abandonadas, entre outros. Apurar as responsabilidades destas situações é dificil, apontamos na maior parte das vezes o dedo para os governos, porém a responsabilidade é de todos nós.

Continuamos a fomentar o ter como mais importante que o ser, urge revertermos esta situação, numa sociedade com uma inversão de valores.