Teodora Cardo

Mais uma vez os resultados das eleições europeias a 26 de maio, levam a várias reflexões pelos políticos e cidadãos, e mais uma vez a abstenção em resultados foi vencedora, e no sentido político esta palavra significa uma participação passiva do cidadão negando-se a fazer uma escolha política e a ter opinião.

Num país de plena democracia é um ato reprovável, e principalmente uma falta de ética para com aqueles que lutaram e até perderam a vida pela luta da conquista ao direito de voto sem restrições.

Pensamento livre foi sem dúvida a maior conquista do 25 de abril. Exprimir livremente o nosso pensamento sem mordaças e ter a possibilidade de escolher livremente quem nos governa são direitos só conseguidos depois de muitos dos que nos antecederam há quase meio século conhecerem a guerra, a censura e a prisão. É preciso não esquecer o passado e refletir para que não se volte aos tempos de opressão e de falta de democracia. É preciso fomentar os ideais do 25 de abril por vezes adormecidos.

Em pleno século XXI, o avanço da tecnologia e do progresso já mostrou que não consegue resolver os problemas do mundo, fome, miséria, desigualdade social, idosos sem assistências, degradação ambiental, vítimas de violência, crianças abandonadas, entre outros. Apurar as responsabilidades destas situações é dificil, apontamos na maior parte das vezes o dedo para os governos, porém a responsabilidade é de todos nós.

Continuamos a fomentar o ter como mais importante que o ser, urge revertermos esta situação, numa sociedade com uma inversão de valores.

No mundo atual assistimos a um abandono crescente da qualidade da gratidão. Urge sermos humildes e capazes de reconhecer o mérito dos que nos rodeiam ou dos que contribuíram de forma decisiva para a nossa permanente construção. Devemos demonstrar gratidão por todo o carinho e apoio incondicional que ao longo da vida vamos recebendo, nos bons e maus momentos.

Cito Marcel Proust “Sejamos gratos às pessoas que nos fazem felizes. Eles são os jardineiros encantadores que fazem nossas almas florescerem.”

Regresso ao Alvaiazerense, após alguns anos de interregno, a paixão e a experiência estão aumentadas, e com a equipa que me acompanha (direção e colaboradores), “O Alvaiazerense” compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e de ética, mantendo uma relação transparente e rigorosa com os seus leitores. Continuando a primar por corresponder aos interesses de um público heterogéneo em que os conteúdos publicados respeitem a pluralidade de pontos de vista e os princípios da objetividade e imparcialidade.