Opinião

Diz o povo e com razão que “há males que vêm por bem”. E é bem verdade.

Isto a propósito da nova localização da área empresarial (ou zona industrial… como lhe queiram chamar) de Alvaiázere que por motivos relacionados com fundamentalismos estéreis, foi relocalizada na Venda dos Olivais, em detrimento da Tróia.

O nome “março” surgiu na Roma Antiga, quando designava o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Esta homenagem justificava-se pelo facto de ser um dos meses com maior número de tempestades e ventos fortes e era representado vestido de guerreiro, segurando a lança e o escudo, sendo também invocado como o protetor das sementeiras e dos lavradores.

Para os romanos, março, sendo o primeiro mês da primavera, indicava um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como o início das campanhas militares.

Alvaiázere, para onde vais? Tive muitas esperanças de que te tornasses uma terra interessante… Face à benevolência de grandes alvaiazerenses, construíramte um hospital, uma creche, um edifício para cinema/teatro. Edifícios que cidades ainda não tinham ou eram-lhes inferiores. Começou a esperança numa terra melhor para os seus habitantes e um crescimento por que todos ansiavam.

No mundo atual assistimos a um abandono crescente da qualidade da gratidão. Urge sermos humildes e capazes de reconhecer o mérito dos que nos rodeiam ou dos que contribuíram de forma decisiva para a nossa permanente construção. Devemos demonstrar gratidão por todo o carinho e apoio incondicional que ao longo da vida vamos recebendo, nos bons e maus momentos.

Cito Marcel Proust “Sejamos gratos às pessoas que nos fazem felizes. Eles são os jardineiros encantadores que fazem nossas almas florescerem.”

Pode parecer estranho eu estar aqui a falar do Benfica devido ao meu “doentio” Sportinguismo, mas a bem da verdade é justo que se faça um elogio ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ricardo Fernandes (Mobarq) e por todos os treinadores, em comunhão com toda a direção e estrutura do futebol juvenil do GDA e a Câmara Municipal.

Em pleno século XXI, continuamos a assistir a situações, no mínimo, estranhas.

Já todos ouvimos falar que, na Índia, as vacas são sagradas para os seguidores do hinduísmo, pois elas simbolizam todas as demais criaturas.

À luz da cultura ocidental pode-se achar um pouco bizarro mas, na minha opinião, adorar qualquer coisa ou mesmo nada, é uma questão de liberdade individual que não pode nem deve ser subtraída. Cada um que se “amanhe” como e com quem quiser.

Regresso ao Alvaiazerense, após alguns anos de interregno, a paixão e a experiência estão aumentadas, e com a equipa que me acompanha (direção e colaboradores), “O Alvaiazerense” compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e de ética, mantendo uma relação transparente e rigorosa com os seus leitores. Continuando a primar por corresponder aos interesses de um público heterogéneo em que os conteúdos publicados respeitem a pluralidade de pontos de vista e os princípios da objetividade e imparcialidade.

Confesso que quando soube da escolha da Drª Clara Pacheco Pereira para cabeça de lista do PSD para a Junta de Freguesia de Pussos S. Pedro, nas eleições autárquicas de 2017, achei um enorme erro de “casting político”, pois achava eu que a candidata não tinha perfil nem “feeling” para estas andanças. Puro engano!

Ao longo de 2019, celebra-se o centenário do nascimento de uma das mais marcantes poetisas nacionais do século XX: Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 -2004).

Esta poetisa, natural do Porto, foi condecorada três vezes pela República Portuguesa e distinguida com 13 prémios literários, entre outros galardões.

Foi também a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014.

… sim, estou, …