PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE
DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO
DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO
DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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31 de Março de 2021

Na XXX Conferência Geral da UNESCO, realizada em 16 de novembro de 1999, foi criado o Dia Mundial da Poesia que se celebra a 21 de março, com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

Sendo verdade que Portugal é um país de poetas, Alvaiázere não foge à regra, pois, felizmente, florescem poetas como orquídeas silvestres pela serra.

Agostinho Gomes presenteou-nos com o livro Cascata de Emoções. Livro intimista onde o autor, com sinceridade e simplicidade, qualidades indispensáveis aos poetas, viaja pelas origens, pelo trabalho e pela vontade de nos vender sonhos. A sua perseverança revela, tal como nos diz Florbela Espanca “Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens!”

Jéssica Ferraz, aluna do 11º ano, com o poema “Amores, fado ruim”, obteve o 3º prémio no concurso “Faça lá um poema” - Ensino Secundário, promovido pelo Plano Nacional de Leitura 2027, em articulação com os CTT - Correios de Portugal S.A.

Como na verdura da idade já lhe correm essências anunciadoras dos astros que, em turbilhão, hão de flamejar, transcrevo o seu poema:

Amores, fado ruim

A Beleza me espera lá na serra nascente
Onde a verdura tenra se esconde do frio,
E, renascendo, amena, se faz primavera.
E, como a frescura branca da serra,
O meu amor por ela é eterno rio.

O louro ondulado de seus valiosos fios
Brilha no meio das alegres boninas
E, suas mãos puras, branquinhas,
Apanham p´ra borda levantada da saia,
As mais perfumadas, as mais perfeitinhas.

E foi tanta a alegria durante a colheita,
Que o mundo cegou, Amores despertou…

Flor tão desejada, ó meu fado ruim,
Deixou-se apanhar, mas não foi por mim.