PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE
DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO
DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO
DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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20 Anos de atraso

31 de Março de 2019

Diz o povo e com razão que “há males que vêm por bem”. E é bem verdade.

Isto a propósito da nova localização da área empresarial (ou zona industrial… como lhe queiram chamar) de Alvaiázere que por motivos relacionados com fundamentalismos estéreis, foi relocalizada na Venda dos Olivais, em detrimento da Tróia.

E digo isto porque sempre defendi (desde os tempos em começamos a despertar para estes e outros assuntos da gestão municipal), que a melhor localização para a zona industrial era a que agora projetam em detrimento das minis zonas industriais que foram aparecendo um pouco por todo o Concelho.

E porque é que era a melhor opção? Por vários motivos.

Desde logo pela orografia e características do terreno que facilitavam, e de que maneira, os trabalhos de terraplanagem e de preparação dos lotes, das valas técnicas para os sistemas de comunicações, electricidade e águas, dado que aqueles solos são maioritariamente constituídos por argila com pouca rocha.

Depois por estar localizada bem junto a uma via de comunicação estruturante para Alvaiázere e região Norte do distrito de Leiria como é a EN 110 (e agora também pela A13 mas que na altura não se falava). É bom lembrar que esta via tinha mais trânsito do que o IC8 há 20 anos.

Depois pela extensão da área de implementação e área para possíveis alargamentos, à imagem da zona industrial do Camporês em Ansião. Lembram-se de como tudo começou em Ansião? Eu lembro.

Outro dos motivos é que aquela área, estava equipada com uma ETAR com passagem de emissários de águas residuais o que em termos ambientais era um equipamento diferenciador pela positiva.

Os mais céticos, e que discordavam da minha opinião, diziam-me na altura, que a zona industrial deveria estar em Alvaiázere e não noutra zona do Concelho. Eu respondia que o que interessava era potenciar o Concelho e não freguesias, e dava o exemplo. A zona industrial do Camporês, encontra-se na freguesia de Chão de Couce e não na freguesia de Ansião. Se aquele exemplo era um sucesso, porque não replicarmos aquela ideia?

Não tive sucesso e o futuro passou por nós, sem que dessemos conta!

Será que ainda vamos a tempo de remediar os erros do passado? Tenho dúvidas, mas vale sempre a pena tentar.

Um abraço.

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