EQUIPAMENTO ERA ESSENCIAL PARA FUNCIONAMENTO DAS VALÊNCIAS
O gerador instalado no Centro Cultural, Recreativo e Social da Freguesia de Pussos, com sede em Cabaços, foi furtado na madrugada de 29 de janeiro, poucas horas depois de ter sido colocado no local. O roubo aconteceu na primeira noite a seguir à passagem da tempestade Kristin, que deixou o concelho de Alvaiázere vários dias sem eletricidade.
O equipamento tinha sido instalado ao final da tarde do dia 28, por volta das 19h00, para assegurar o funcionamento da instituição numa altura em que o concelho estava às escuras. Na manhã seguinte, já não estava no local.
“Na madrugada, quando fui verificar o nível de gasóleo do gerador, não o vi lá. E vi um cabo cortado”, relatou ao nosso jornal o presidente da direção, Mário Bruno. “Com o cabo cortado daquela maneira, suspeitei logo de roubo, o que se veio confirmar”.
O gerador era, naquele momento, uma peça-chave para manter a atividade do centro social. A instituição assegura serviço de apoio domiciliário, centro de convívio e cantina social, apoiando diariamente dezenas de utentes da freguesia.
“Garantia o sistema energético, desde a refrigeração dos alimentos ao aquecimento dos utentes. Era a sustentação energética do edifício”, explicou o responsável. Num período de frio intenso e cortes prolongados de energia, o equipamento era fundamental para conservar alimentos, manter arcas congeladoras a funcionar e garantir condições mínimas de conforto aos utentes.
Sem eletricidade, um centro social enfrenta limitações imediatas. “Um centro social sem luz, sem aquecimento para os utentes e temos de ter cuidado com a alimentação”, sublinhou Mário Bruno. A preocupação era dupla: o bem-estar das pessoas apoiadas e a segurança alimentar.
Apesar do impacto, a direção conseguiu encontrar rapidamente uma alternativa. “Causou-nos transtorno, mas depois voltámos à normalidade”, afirmou. Ainda assim, o episódio deixou marca numa fase já difícil para o concelho, que enfrentava as consequências da tempestade, com falhas de energia, comunicações intermitentes e estradas afetadas.
O furto do gerador ocorreu precisamente quando a instituição procurava responder a uma situação de emergência, num contexto em que muitos lares dependiam do apoio social para refeições e acompanhamento.
O caso foi participado às autoridades. Entretanto, a instituição mantém a atividade a funcionar, mas a direção admite que situações como esta fragilizam ainda mais estruturas que vivem com recursos limitados.