Uma mulher de 58 anos, funcionária de uma junta de freguesia do concelho de Alvaiázere, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ), no passado dia 4 de outubro, por suspeita de ter provocado um incêndio florestal na freguesia de Pelmá, na madrugada desse mesmo dia. A suspeita vai aguardar o desenvolvimento do inquérito em prisão domiciliária.
De acordo com uma nota do Ministério Público, “os factos ocorreram na madrugada de 4 de outubro de 2025, na freguesia de Pelmá, concelho de Alvaiázere, quando a arguida, após um desentendimento familiar, ateou fogo à vegetação rasteira e seca existente numa zona florestal próxima da sua residência, tendo ardido cerca de 3.500 metros quadrados de mato e árvores”.
O Ministério Público adianta que apresentou “a primeiro interrogatório judicial, uma arguida fortemente indiciada pela prática de um crime de incêndio florestal ocorrido no concelho de Alvaiázere”.
O tribunal “considerou fortemente indiciada a prática dolosa do crime de incêndio florestal, tendo em conta que a arguida dispunha de formação e experiência na área da prevenção e combate a incêndios, o que não a impediu de atuar de forma consciente e perigosa”.
Segundo a Polícia Judiciária, a mulher que exerce, entre outras funções, a de sapadora florestal, terá utilizado “um isqueiro e acendalhas brancas” para atear o fogo, numa zona “densamente povoada por eucalipto, pinheiro bravo adulto, carvalho e mato, com elevado potencial para provocar perdas de vidas humanas e prejuízos bastante elevados”. O incêndio só não teve consequências mais graves “não fosse a pronta e eficaz intervenção dos bombeiros”, refere um comunicado da PJ.
Após o primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Leiria, “atendendo ao perigo de reiteração da conduta e à intranquilidade social gerada, mas ponderando a ausência de antecedentes criminais e as responsabilidades familiares da arguida, o juiz de instrução entendeu adequada a aplicação da obrigação de permanência na habitação, fiscalizada por meios técnicos de controlo à distância”.
O Ministério Público esclarece ainda que “o inquérito prosseguirá sob a direção do Ministério Público da 1.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria”.