PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE

DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO

DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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Fragilidade humana

EDITORIAL

Vivemos neste mês de fevereiro 2026 aflições difíceis de varrer das nossas memórias, acentuando a nossa fragilidade humana e de vulnerabilidade, perante fenómenos naturais que nos esmagam, como o flagelo dos fogos, dos terramotos, dos ventos desenfreados e dos efeitos perniciosos das inundações.

Em Alvaiázere, assim como em toda a zona centro, ficamos sem água, eletricidade, comunicações e impossibilitados de nos deslocarmos, numa fase inicial, pelo grande número de árvores derrubadas nas vias públicas, que não resistiram aos violentos ventos, que rasgaram também casas, telhados, muros e tudo o que encontraram pelo caminho.

E são estas situações que revelam também a fragilidade do nosso sistema de Proteção Civil, que em pleno século XXI é inadmissível não terem um sistema de comunicações de redes móveis e por satélite, que lhes permita uma atuação mais autónoma e eficiente, e de ajuda aos cidadãos no contato com os familiares.

Também é fundamental tirar lições das situações vividas numa perspetiva de prevenção, em que urge o Estado efetuar no terreno as devidas correções e promover regularmente ações de sensibilização junto da população, que lhes possibilite minimizarem riscos e conhecerem comportamentos adequados face a diversas catástrofes.

De salientar a nível local e regional o trabalho efetuado pelas autarquias, junto da população e no terreno, para atenuar os efeitos da tempestade, assim como a onda de solidariedade e de voluntariado, por parte de cidadãos e de instituições, que envolveu a população mais fragilizada pela tempestade, no apoio psicológico e na reconstrução dos bens perdidos, especialmente telhados.

O Alvaiazerense associa-se também a esta causa dedicando quase em exclusividade esta edição a esta tremenda catástrofe.

E a todos, principalmente os com maiores dificuldades e prejuízos, deixo um abraço de solidariedade, força, coragem e de esperança num futuro risonho.