PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE

DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO

DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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Urge recordar Pegadas de Dinossauros

EDITORIAL

E mais uma vez constatamos como o tempo corre veloz, faz dois anos, que na edição deste jornal de novembro de 2023, foi publicado pela Al-Baiäz um artigo intitulado “ Alvaiázere há 195 Milhões de Anos: quando os dinossauros aqui deixaram as suas pegadas” da autoria do Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Tomar; Presidente e Investigador do Centro Português de Geo-História e Pré-História e Investigador Associado do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, Silvério Domingues Figueiredo. Nesse artigo, de elevada qualidade científica, revelou a descoberta das primeiras pegadas pela tese de mestrado em 2006 de João Forte, que identificou quatro pegadas. E só mais tarde em 2022 foi ampliado o estudo, que permitiu identificar 17 pegadas, que segundo o investigador, Silvério Figueiredo, “Pela sua datação e características, que lhe conferem um importante valor científico, as pegadas de dinossauros do Campo de Alvaiázere constituem-se como uma marca importante na icnopaleontologia portuguesa”.

Demos a conhecer o percurso de outros investigadores, nesta área, assim como a publicação do estudo científico da confirmação desta extraordinária descoberta na revista internacional Historical Biology.

E também nessa edição entrevistamos o investigador, João Forte, que a nível jornalístico historiou, pela primeira vez, o início e a evolução da descoberta das mais antigas Pegadas de Dinossauros da Península Ibérica em Alvaiázere. Tendo afirmado, “O geoturismo pode ser uma fonte de rendimento muito relevante para a economia local”, no entanto quanto às perspetivas futuras para este património salientou o facto de tudo depender,” do investimento que se quiser fazer, ou não, em projetos que visem inventariar e valorizar todo este rico património em Alvaiázere” Reforçando, “Só investindo se poderá ter mais resultados”.

E fez outro apelo, dirigido à comunidade local, “Acreditem sempre que o património que vos rodeia poderá ter um valor inestimável, pelo que ao encontrarem algo diferente, nunca deixem de o transmitir a investigadores da região fazendo assim a ponte entre o conhecimento do cidadão e o conhecimento científico”.

Urge que a comunidade local esteja atenta e faça a sua parte, mas também é preciso dar-lhe formação para a sensibilizar a conhecer e proteger este abundante e riquíssimo património natural e arqueológico no concelho de Alvaiázere.

Apesar dos apelos, não se vislumbra o investimento necessário, pelas entidades competentes, para que Alvaiázere alcance notoriedade tanto a nível nacional como internacional, por esta fabulosa descoberta.

Urge recordar as mais antigas Pegadas de Dinossauros da Península Ibérica, em Alvaiázere, para que não sejam esquecidas, pelo tempo veloz!