PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE

DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO

DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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Voluntariado conduz à esperança

EDITORIAL

Ofuscados, cada vez mais, por cenários terríveis de guerra, urge destacarmos a importância do voluntariado, na ajuda de causas humanitárias e da promoção do bem comum, como por exemplo, a Cruz Vermelha e os Bombeiros Voluntários, em que localmente, nesta edição de junho, revelamos também a solidariedade e o reconhecimento da população para com estes grupos. E neste âmbito e do Ano Santo 2025, aconteceu o Jubileu dos Voluntários, organizado pelo Santuário de Fátima, no passado dia 31 de maio, em que participaram 600 voluntários de todo país, Açores e Madeira.

Como responsável do Grupo do Voluntariado Comunitário de Alvaiázere da Liga Portuguesa Contra o Cancro também participei neste evento. De manhã, na Igreja Paroquial de Fátima, evocação do batismo dos pastorinhos e na Capelinha das Aparições Missa, celebrada pelo Reitor do Santuário de Fátima, Reverendo Padre Carlos Cabecinhas.

De tarde, no Centro Pastoral de Paulo VI, assistiu-se ao Painel “Jubileu dos Voluntários: haverá lugar para a Esperança?” moderado pela Diretora do Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima, Patrícia Duarte, em que partilharam conhecimentos e experiências quatro oradores. Presidente da Associação Corações com Coroa, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Catarina Furtado, que afirmou que a vocação do voluntário nasce no coração, como, “uma espécie de chamamento”, mas que deve ser ensinado, já que não basta ter vontade é preciso estar preparado para atuar em diversas situações. Por seu turno o Bispo de Santarém, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. José Traquina, reforçou também a ideia da necessidade de formação e de muita organização, classificando a ação do Voluntariado, “do melhor que a natureza faz”. O Presidente da Associação Effectus, Flávio Soares, justifica o voluntariado como, “uma necessidade intrínseca do próprio ser humano… damos e recebemos”. E a Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, vê no voluntariado a possibilidade de sermos melhores pessoas e “faz a sociedade, como um todo, mais coesa, mais justa, mais solidária”.

Uma tarde de reflexão sobre a relevância do voluntariado e o seu efetivo tributo para a esperança nas comunidades, que encerrou com um extraordinário momento musical pelo coro infantil e juvenil do Santuário de Fátima, Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima, que a todos encantou, ilustrando, a unanimidade dos oradores, de que o voluntariado conduz à esperança, praticado com compromisso e responsabilidade.