PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE

DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO

DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

Festival de Inverno encerra 2025 e entra em 2026 com concertos e animação

As luzes acenderam-se, as ruas ganharam vida e o Natal instalou-se em Alvaiázere com o FICA

Foram as crianças do Agrupamento de Escolas de Alvaiázere que deram o arranque simbólico à quinta edição do Festival de Inverno do Concelho de Alvaiázere (FICA). Ao lado do presidente da Câmara Municipal, João Paulo Guerreiro, carregaram no botão que acendeu as luzes da mega árvore de Natal, do presépio gigante à entrada das tendas do FICA e a iluminação natalícia das ruas da vila. A partir desse momento, Alvaiázere passou a viver plenamente o Natal.

O gesto marcou o final de uma tarde pensada exclusivamente para os alunos das escolas do concelho, que transformaram o recinto do festival num espaço de riso, movimento e descoberta. Antes da inauguração oficial, as crianças passaram uma tarde divertida na pista de gelo, comboio de natal, carrosséis, piscina de bolas, baloiços, Casa do Pai Natal, Floresta dos Doces e pelos correios onde puderam escrever e enviar cartas ao Pai Natal a pedir os presentes desejados. O dia terminou com a entrega de uma prenda de Natal antecipada aos alunos das escolas.

Com as luzes ligadas, as ruas enfeitadas e o centro da vila mais vivo, o FICA abriu portas para três semanas de animação contínua, prolongando-se até 5 de janeiro de 2026. O festival afirma-se como um ponto de encontro para famílias, um convite a sair de casa e um fator de dinamização do comércio local.

Em declarações ao jornal O Alvaiazerense, o presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere sublinhou que o FICA “tem-se vindo a consolidar enquanto um evento de Natal da região e também muito em Alvaiázere”. Segundo João Paulo Guerreiro, “os alvaiazerenses cada vez mais vão aderindo, vão participando, vão aproveitando e usufruindo daquilo que é uma das funções principais do FICA, que é dar aos alvaiazerenses esse espírito e magia do Natal, de comunhão e de bairrismo”.

O autarca considera que a edição deste ano começou “da melhor maneira”, com a festa de encerramento das escolas. “Com muitas crianças, muitos sorrisos, muita alegria, que é efetivamente o que se pretende”, afirmou, acrescentando que o cartaz foi pensado para públicos distintos. “Temos um cartaz que é bastante atrativo para todas as idades e temos vindo a ver uma adesão muito grande, quer nos espetáculos noturnos, quer naqueles que são mais para a família”.

Nos primeiros dias, a afluência ao recinto tem sido significativa. “Ainda ontem [domingo, dia 21] à tarde tivemos o recinto cheio com duas atividades muito interessantes, que atraíram crianças a Alvaiázere de toda a região e os pais”, referiu.

Um dos espaços mais procurados continua a ser a maior exposição de Pais Natais do país, instalada na tenda do FICA. “Este ano conta com cerca de 5.000 exemplares e um percurso interativo que torna mais interessante, mais divertida a visita à exposição”, explicou João Paulo Guerreiro. A grande novidade é o workshop “A Fábrica do Pai Natal”. “Temos dentro da exposição um ateliê, um espaço onde as pessoas podem aprender a fazer pais natais com os mais variados materiais. Podem levar os seus pais natais para restaurar”, disse, acrescentando que esta dinâmica permite também aumentar o espólio municipal, que “já conta com mais de 10 mil pais natais”.

O Espaço Natal está aberto todos os dias, entre as 14h00 e as 20h00, e reúne atrações permanentes como pista de gelo, carrosséis, comboio de Natal, Casa do Pai Natal, ateliês, presépio, Floresta dos Doces e piscina de bolas. A entrada é gratuita.

O impacto do festival sente-se também fora do recinto. “Um dos objetivos do festival também passa por dinamizar o centro da vila, apoiar o comércio local”, sublinhou o presidente da Câmara, apontando como exemplo o Mercado de Natal, realizado antes do Natal. “Correu muito bem, deu oportunidade a dezenas de produtores de divulgarem os seus produtos e também financeiramente terem ali algum retorno”.

O programa estende-se para janeiro, garantindo que o espírito natalício não termina com o fim do ano. No dia 3 de janeiro, o Pavilhão Gimnodesportivo de Alvaiázere recebe uma demonstração de ginástica acrobática, karaté e hip hop, seguida de um concerto de Zé Águas. No dia 4, o Coro Alva Canto apresenta o concerto de Ano Novo, na Igreja Matriz. O encerramento acontece a 5 de janeiro, com o tradicional Cantar dos Reis.

A autarquia estima que o FICA receba “cerca de 15 mil visitantes ao longo das três semanas”. “Se conseguimos manter o mesmo número de visitantes no menor intervalo de tempo, o evento terá uma capacidade de atração maior”, considera o autarca. O investimento previsto para esta edição deverá situar-se “entre os 250 e os 300 mil euros”, após ajustes que permitiram reduzir custos face ao ano anterior.

Com ruas iluminadas, espaços cheios de cor e uma programação pensada para todas as idades, o FICA volta a afirmar-se como muito mais do que um evento. É um ponto de encontro, de alegria partilhada e de Natal vivido à escala e com as tradições de Alvaiázere.

A magia do Natal ganha vida no FICA com 5.000 Pais Natais em exposição

Alvaiázere volta a afirmar-se como destino de inverno com a realização da Maior Exposição de Pais Natais do País, uma das principais atrações do Festival de Inverno do Concelho de Alvaiázere, o FICA. A exposição está patente numa das tendas do recinto até 5 de janeiro e reúne 5.000 figuras de Pais Natais, num percurso pensado para surpreender visitantes de todas as idades.

Integrada na programação do FICA, esta exposição assume-se como um dos espaços mais visitados do festival, pela dimensão, pela diversidade das peças e pela forma como transforma o imaginário natalício numa experiência envolvente. Mais do que uma mostra de figuras, trata-se de um verdadeiro percurso pelo universo do Pai Natal, organizado por núcleos temáticos que conduzem o visitante por diferentes ambientes, histórias e tradições.

Ao longo do percurso, o público é convidado a conhecer Pais Natais de várias culturas do mundo, cenários de interior e exterior, espaços dedicados à preparação do Natal, à cozinha e às refeições, ao artesanato e aos universos natalícios criativos. Cada zona ajuda a contar uma história e reforça a ideia de que o Natal se constrói com memória, dedicação e criatividade.

Uma das novidades associadas a esta edição é a dinamização de atividades ligadas à criação e ao restauro de figuras de Pais Natais. Estas iniciativas decorentoam-se rem durante o festival e valorizam o trabalho manual, o reaproveitamento de materiais e o saber-fazer artesanal, numa lógica pedagógica e intergeracional que tem sido bem acolhida pelo público.

A exposição integra-se num evento mais amplo que nasceu com o objetivo de animar o concelho durante o inverno, atrair visitantes e dinamizar a economia local. O FICA resulta de uma aposta do Município de Alvaiázere, em articulação com associações e agentes locais, para criar um espaço de encontro, convívio e promoção do território numa época tradicionalmente mais tranquila.

Pensada para famílias, residentes e visitantes, “A Maior Exposição de Pais Natais do País” é também um convite para uma visita ao concelho, ao comércio local e à vivência de um Natal vivido com tempo, proximidade e identidade. Até 5 de janeiro, Alvaiázere transforma-se num palco de memórias, tradições e histórias que atravessam gerações e reforçam o espírito comunitário.

A exposição pode ser visitada durante o horário de funcionamento do Festival de Inverno do Concelho de Alvaiázere, no recinto do FICA, sendo de passagem obrigatória para quem procura uma experiência natalícia diferente.

Cantar dos Reis encerra o FICA e leva a tradição às ruas

O Festival de Inverno do Concelho de Alvaiázere encerra, na noite de 5 de janeiro, com um dos momentos mais enraizados da identidade local: o Cantar dos Reis. A iniciativa convida dezenas de grupos a sair à rua, mesmo com o frio típico de janeiro, para manter viva uma tradição que passa de geração em geração.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, esta é “uma tradição cultural muito específica de Alvaiázere”, que promove convívio, partilha e apoio às associações. No ano passado participaram 17 grupos e a expectativa é “manter ou superar a participação do ano passado”.

Os grupos que passem pelo recinto do FICA recebem uma oferta simbólica de 50 euros e uma ceia com doces e bebidas da época. A participação não carece de inscrição prévia. “É só irem passando”, explicou João Paulo Guerreiro, que deixou o convite à população para participar ou assistir ao Cantar dos Reis, a partir das 19h00, no recinto do FICA.

Os participantes do Cantar dos Reis são, por norma, associações locais, utentes e colaboradores de instituições, alunos e grupos informais, que entoam melodias tradicionais com mensagens de adoração ao nascimento do Menino, homenagem à generosidade do povo e votos de um novo ano repleto de sucesso e realização.

Após a passagem pela tenda do FICA, onde os grupos são recebidos pelo executivo, os cantadores continuam o percurso pelas ruas da vila e das freguesias do concelho, de porta em porta, mantendo viva uma prática profundamente enraizada na identidade cultural alvaiazerense.

Mais do que um encerramento, o Cantar dos Reis representa a continuidade da tradição, do bairrismo e do espírito comunitário que o FICA procura reforçar ao longo de toda a quadra natalícia.