PROPRIEDADE: CASA DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE

DIRECTOR: MARIA TEODORA FREIRE GONÇALVES CARDO

DIRECTOR-ADJUNTO: CARLOS FREIRE RIBEIRO

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Sindicatos ou sobrevivência política?

Portugal vive por estes dias, uma louvável acalmia governativa e parlamentar, demonstrada pela aprovação do Orçamento de Estado para 2026 e por sucessivos indicadores, nomeadamente pelas avaliações positivas da economia portuguesa pelas entidades externas e internas, quando para surpresa de todos, as duas centrais sindicais do Pais entregam um pré-aviso de greve geral que ameaça paralisar o Pais dia 11 de Dezembro e no pior cenário dia 11 e dia 12.

Portugal não tinha uma greve geral desde o tempo da troika e dai para a frente os sindicatos deixaram pura e simplesmente de existir, pois estas organizações não são mais do que marionetas dos partidos de esquerda que as sustentam, nomeadamente o PCP na CGTP e o PS na UGT.

Quanto à CGTP, não me espanta a sua posição. Precisam deste palco para sobreviver já que nos últimos anos perderam milhares de filiados e não fossem os sindicalistas profissionais que tem nos seus quadros, estariam neste momento numa fase de eclipse total, diria mesmo à beira de desaparecer.

Quanto à UGT o problema é bem maior. Sendo formada por quadros bem mais moderados e responsáveis (pensava eu), passou a comportar-se como uma espécie de “menino traquina” que ao fazer umas asneiras quer dar nas vistas para ser falado!

Primeiro ponto. Precisamos mesmo de uma alteração laboral que se actualize com os tempos legislativos, sociais e laborais que vivemos e que traga modernidade na relação trabalhador/ empregador.

Não quer com isto dizer que o governo tem razão em todos os pontos que inseriu nas propostas de alteração à Lei Laboral, nada disso. É preciso negociar com os parceiros sociais da concertação social e nomeadamente com a UGT moderada.

Mas é preciso bom senso por parte da UGT para que tal aconteça. Vivermos com leis do passado e que nada apontam para o futuro só trará desinvestimento no Pais e acima de tudo precariedade social, pois são os empregadores e as empresas que criem postos de trabalho e o País precisa de investimento como de “pão para a boca”.

Não é com greves gerais que avançamos e criamos riqueza. Não é com máquinas sindicais do passado soviético que modernizamos o Pais e projectamos Portugal no futuro. É com trabalho, modernização, mais emprego, melhores salários, justiça social e laboral. Só assim conseguiremos um Portugal mais próspero e atractivo.

Despeço-me com votos de um Santo Natal, se possível na companhia dos que mais Amam.